Padilha nega recomendação de Lula a Paulo Octávio

O Planalto do Planalto negou no final desta tarde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha recomendado ao governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, a permanecer no cargo. Ele (Lula) não fez nenhum pedido específico ao governador, disse o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que convocou entrevista no 4º Congresso Nacional do PT, do qual participava.

Agência Estado |

Segundo Padilha, no encontro entre os dois, Lula deixou claro que não emitiria nenhuma opinião sobre o caso, porque é assunto do Poder Judiciário. O presidente, ainda segundo a versão de Padilha, também informou ao governador que determinara ao ministro-chefe da Corregedoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, a extensão de auditorias para todos os recursos repassados pelo governo federal ao Distrito Federal.

"O presidente deixou muito claro que não vai emitir nenhuma opinião sobre o tema GDF enquanto a Justiça não tomar a sua decisão. Achamos que qualquer opinião não é correto (sic), porque esse tema cabe à Justiça decidir. E o governo federal estará preparado para aquilo que a Justiça determinar que o governo federal faça em relação ao GDF", declarou.

Ao ler uma carta de Paulo Octávio "agradecendo" o apoio pessoal dele e do governo, o presidente mandou distribuir nota informando que o encontro não significou apoio político e manterá uma postura "estritamente" institucional com o governador.

Com viagem marcada para o México, Haiti e Cuba na próxima semana, Lula decidiu se preparar para qualquer decisão que o STF venha a tomar no caso de Brasília. Ele se reuniu, ainda pela manhã, com os juristas mais próximos do governo - Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF, e Nelson Jobim, ministro da Defesa - para avaliar a linha sucessória no DF e uma possível intervenção. Os ministros da Justiça, Luiz Paulo Barreto, da Advocacia Geral da União, Luís Inácio Adams, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também foram ouvidos por Lula. "O presidente estará pronto para tomar qualquer atitude cabível determinada pela Justiça", disse Padilha.

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