Padilha diz que permanência de Meirelles está indefinida

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse nesta tarde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda vai se reunir com presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, mas não precisou quando. Padilha conversou hoje com Meirelles, mas disse que o presidente do BC não adiantou se ia deixar o cargo até o final de semana.

Agência Estado |

Padilha considerou Meirelles como um dos ministros que está em situação indefinida e disse que o presidente Lula normalmente convence a ficar no cargo os ministros que estão indefinidos, embora respeite a decisão de todos.

Na lista dos indefinidos, Padilha incluiu os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Pedro Brito (secretaria especial de Portos). Padilha, que participou de uma reunião do presidente Lula com governadores de cinco Estados que estão deixando o governo para se candidatarem ao Senado, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), disse que o ritmo de trabalho do governo vai continuar o mesmo. "O presidente vai continuar governando no ritmo que está. Tem muitas obras para serem inauguradas. Algumas das obras que inclusive o presidente poderia inaugurar nesse momento, como se viu que estavam melhor preparadas em um outro momento, o presidente já está pedindo que sejam agendadas, marcadas para a frente. Vai continuar com o mesmo ritmo de governo, não só interno, na relação com os ministros, mas também na inauguração de obras nos Estados", declarou Padilha. Estiveram reunidos com Lula os governadores dos Estados de Amazonas, Rio Grande do Norte, Piauí, Rondônia e Amapá.

"O governo continua, ele (o presidente Lula) quer um governo acelerado", disse Padilha, acrescentando que a saída dos ministros que estão indo fazer campanha é boa, de uma certa forma, "porque separa claramente o que é ação de governo do que é ação de campanha e ação de campanha fica fora do governo".

Padilha disse ainda que o presidente Lula quer "dedicação exclusiva dos novos ministros para tocar o governo". E emendou: "Tem muita coisa para fazer aí este ano e ele vai acompanhar muito de perto".

O ministro declarou ainda que "aqueles que desejam ser candidatos vão sair do governo justamente para isso (fazer campanha), para que quem estiver no governo se foque e se centralize justamente nas ações de governo e nas orientações do presidente".

Sobre o cancelamento da viagem que Lula faria amanhã a Salgueiro (PE), Padilha atribuiu o cancelamento a atrasos provocados pela empresa privada, a CSN, que é líder do consórcio que toca a obra da Transnordestina. "A equipe do presidente foi lá observar e aquilo que o presidente achava que ia ter de inauguração, que é uma fábrica de dormentes, não estava pronta para inaugurar agora", disse.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG