Pacientes que aguardam transplante de fígado ganham 0800 para marcar exames

RIO DE JANEIRO - Pacientes que estão na fila de espera por um transplante de fígado no Hospital do Fundão e no Hospital Geral de Bonsucesso passam a contar, a partir desta quarta-feira, com um número telefônico gratuito para agendamento de exames: 0800-285-7557. O atendimento, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, será 24 horas.

Agência Brasil |


Segundo nota divulgada pelo órgão, do total de 1.057 pacientes na lista de espera por um transplante, 252 não foram localizados pela Central de Transplantes por estarem com endereço ou telefone desatualizados ou incompletos.

Os pacientes que não tiverem condições de fazer os exames nas unidades de saúde receberão em casa um profissional para coletar o sangue. Até o próximo dia 15, a secretaria terá o resultado dos exames, que determinam a pontuação de cada paciente na escala Meld e indica a gravidade do caso e a urgência do transplante.

Ainda de acordo com o comunicado, a lista atualizada estará pronta até o dia 18 e quem não fizer os exames aparecerá como semi-ativo.

O sistema de transplante de fígado no Rio foi modificado após a Operação Fura-Fila, deflagrada na última semana pela Polícia Federal. A acusação é de que uma equipe de médicos estaria fraudando a ordem da fila, beneficiando pacientes em troca de vantagens pessoais.

Liberdade

Wilton Junior/AE
O médico Joaquim Ribeiro Filho no dia da prisão
O Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF2) mandou libertar o médico Joaquim Ribeiro Filho, que foi preso no dia 30 de julho, durante a Operação Fura-Fila, da Polícia Federal (PF). O habeas-corpus foi concedido, nesta terça-feira, pela juíza Andréa Cunha Esmeraldo, da 2a Turma Especializada.

Na mesma decisão, a juíza determinou que o médico fique afastado de suas funções no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, o Hospital do Fundão, e que ele seja proibido de realizar qualquer procedimento cirúrgico relativo a transplante de fígado.

A defesa do médico entrou com pedido de habeas-corpus, alegando que ele seria primário, com bons antecedentes, residência fixa e que não representaria risco à ordem pública ou à instrução criminal.

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