Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz com 1.260 pessoas que fazem tratamento para aids no País avaliou os principais impactos da notícia da doença.

Para os entrevistados, o maior problema é a piora na condição financeira. “Um reflexo da dificuldade de se conseguir emprego ou se manter nele”, avalia Célia Landmann, coordenadora do estudo. Entre os homens, 55% não trabalham. Porcentual maior do que o da população geral masculina: 21%.

Célia observa que o paciente tem de ir regularmente aos postos de distribuição para pegar o medicamento - o que muitas vezes não é tolerado no trabalho. A diretora do departamento de DST-Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariangela Simão lembra que o problema é enfrentado por pacientes com outras doenças crônicas. “A diferença é que muitos não revelam sua condição. Fica mais difícil explicar a falta.”

O Ministério da Saúde lançou ontem uma campanha com o tema preconceito e estigma. O filme é protagonizado pelo estudante Samir Amim, de 22 anos, soropositivo, que beija uma jovem que não tem o vírus. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.