Paciente mata idosa em emergência de Praia Grande-SP

A aposentada Maria Feliciano da Conceição, de 85 anos, morreu na noite de ontem no Pronto Socorro Central da Praia Grande, na Baixada Santista, após ter sido agredida por Evandro Silva Dias, que aguardava atendimento psicológico no local. Segundo a neta da aposentada, a dona de casa Michelle França Cartura do Nascimento, afirmou que Evandro entrou no local e deu socos na vítima.

Agência Estado |

"Ele simplesmente entrou na emergência, mirou nela e deu socos no tórax e na face", disse. Evandro morreu horas depois.

A aposentada estava internada na emergência desde domingo, com insuficiência respiratória. Ela estava bastante debilitada e, de acordo com a neta, só não foi para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) por falta de vaga. "A gente já estava se preparando para o óbito, mas não da maneira que foi", conta Michelle. Na mesma noite, a família registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Sede de Praia Grande.

O agressor chegou a ser autuado em flagrante por homicídio, porém, ele permaneceu no complexo hospitalar, escoltado pela polícia, e morreu hoje na ala de psiquiatria do Hospital Irmã Dulce. Os médicos não divulgaram a causa mortis do paciente, de 44 anos. Como o falecimento aconteceu menos de 24 horas após a internação, o corpo teve que ser encaminhado para Serviço de Verificação de Óbito (SVO), no hospital Guilherme Álvaro, em Santos, litoral paulista. A suspeita é de que ele tenha tido uma parada cardíaca após outro surto.

O irmão do paciente, o chefe de segurança Edmilson Silva Dias, afirmou que a família aguarda explicações da perícia médica. "A esposa dele viu que estava com a costela quebrada e hematomas, agora vamos esperar o resultado do Guilherme Álvaro."

Segundo ele, embora o irmão tenha sofrido distúrbios psicológicos há 13 anos, não apresentava agressividade. "Ele falava demais, brincava demais, mas foi feito um tratamento e ficou bom. Dessa vez ele estava agressivo, daí deu entrada no hospital e infelizmente teve a negligência da Santa Casa", disse Edmilson Dias, completando que seu irmão levava uma vida normal, era casado e trabalhava em uma empresa de segurança. A Secretaria de Saúde Pública determinou a instauração de sindicância no hospital parar apurar possíveis responsabilidades. A família de Maria pretende processar a prefeitura.

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