BRASÍLIA - O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) realizou desde 2007 53,6% dos investimentos previstos, totalizando R$ 338,4 bilhões, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira pela Casa Civil. Esse montante inclui o Orçamento da União, recursos de empresas estatais e do setor privado. De acordo com o balanço, R$ 98,5 bilhões foram aplicados em 2009 e 239,9 bilhões de reais investidos entre 2007 e 2008.

Pré-candidata à Presidência pelo PT, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que o governo mantém a meta de executar 100 por cento das obras e projetos incluídos no pacote.

"A gente bota meta para que todos nós nos mobilizemos para alcançar", afirmou a ministra em entrevista.

"A nossa meta não muda não. Nós vamos fazer o maior esforço para que a gente cumpra os 100%. Agora, nós não vamos chamar de fiasco o que não é fiasco", acrescentou, antecipando-se a críticas.

Dilma, que lembrou durante a entrevista ser a "mãe do PAC", criticou as administrações anteriores ao governo Luiz Inácio lula da Silva.

"Vocês falam que as obras estão no papel e eu sempre digo que quem dera se quando a gente tivesse chegado as obras estivessem no papel", disparou. "Elas não estavam no papel. Nós tivemos que colocá-las no papel e depois tirá-las do papel para passar para a realidade."

Segundo o documento divulgado pela Casa Civil com o balanço do programa, a projeção do Ministério da Fazenda é que, em 2009, os investimentos do governo central atinjam 1,2% do PIB e os da Petrobras, 1,7%.

As ações concluídas do PAC somam investimentos de R$ 210 bilhões, um terço do total. No setor de logística, informou o balanço, as obras finalizadas totalizam R$ 38,8 bilhões, enquanto que no segmento de energia as ações prontas são de R$ 54,5 bilhões.

Já as obras concluídas de infraestrutura urbana somam 116,7 bilhões, dos quais 113,8 bilhões são de financiamentos habitacionais.

No acumulado de 2009 até 30 de setembro, o governo desembolsou 9,5 bilhões de reais do Orçamento Geral da União e da Seguridade Social para o PAC --2,9 bilhões de reais referentes a recursos deste exercício e mais R$ 6,6 bilhões de restos a pagar de 2008. De janeiro a setembro de 2008, a execução do PAC foi de R$ 8,0 bilhões.

O valor empenhado no período foi de R$ 13,2 bilhões, contra R$ 10,3 bilhões verificados no mesmo período do ano passado. Os recursos previstos para o PAC nos primeiros nove meses de 2009 no Orçamento são de R$ 16,4 bilhões, frente a R$ 21,9 bilhões para todo o ano.

Já a execução financeira de empresas estatais e do setor privado chegaram a 71,6% do previsto para 2009, R$ 47,2 bilhões.

Até 31 de agosto de 2009, o comitê gestor do PAC monitorava 2.392 ações entre obras e projetos --excluindo as iniciativas nos segmentos de saneamento e habitação. O governo avalia que 2% das ações encontram-se em um estágio preocupante, contra 7% que demandam atenção. No último balanço, feito em abril, esses índices se encontravam nos mesmos patamares.

Como o número de ações concluídas cresceu, a quantidade de ações consideradas em situação adequada caiu para 52% de 77% no período.

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