PAC estaria lento se Brasil fosse a Suíça, diz Dilma

Em plena retomada de suas funções após a parte mais agressiva de seu tratamento contra um câncer, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu hoje o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ao assinar um convênio para um financiamento de R$ 587 milhões para investimentos em saneamento da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) em várias cidades da região metropolitana e interior do Estado do Rio. Para ela, os críticos cobram velocidade do programa como se o Brasil fosse a Suíça.

Agência Estado |

"Se considerarmos o Brasil como a Suíça, (o PAC) está lento. Como não somos a Suíça, acho que conseguimos acelerar várias obras", afirmou. "Nós estamos trocando o pneu com o carro andando. Acho que, para os nossos padrões, nós superamos o desafio", completou, em entrevista no final do evento.

Ela prometeu voltar ao Rio para um balanço do PAC e afirmou que os que dizem que ele não sai do papel deveriam lembrar que a maior parte dos projetos de infraestrutura que o País precisava não tinha nem projeto. "(O PAC) não estava nem no papel". A ministra disse que os projetos são uma exigência dos mecanismos de controle de obras e licitações. Embora reconheça a necessidade deles, repetiu a queixa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que há distorção entre o aparato de auditorias e o de execução de obras no Brasil. "Eu peço a vocês, que são adeptos do jornalismo investigativo, que olhem quanto ganha fiscal, auditor e engenheiro que fiscalizam as minhas obras. Há uma discrepância", disse aos jornalistas.

Apesar de ter feito uma defesa enfática do presidente do Senado, José Sarney (PMDB), na semana passada, hoje a ministra negou-se a falar do assunto. "Eu me manifesto episodicamente à questão do Senado. Como não é a minha área, não vou me manifestar hoje sobre o Senado. Não estou acompanhando", escapou. Dilma foi a estrela da solenidade, recebida pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) no salão nobre do Palácio Guanabara lotado por prefeitos, vereadores, deputados federais e estaduais.

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