BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um passaporte para o futuro e cria círculo virtuoso fundamental para a saída da crise. De acordo com ela, a decisão política deste governo em manter os investimentos no Programa cria um ambiente de confiança e assegura crédito a médio e longo prazo. O governo agora é parte da solução, disse.

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Ao fazer seu discurso, Dilma lembrou as crises internacionais de 1998, 2001 e 2002, quando em poucos dias o Brasil viu suas reservas secarem e teve de pedir socorro ao Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com ela, nas crises passadas, o contágio se dava rapidamente devido a "fracos fundamentos econômicos". A ministra ainda destacou que o acordo com o FMI "ajudava a aumentar o problema, pois as políticas adotadas previam a redução de investimento". 

"Numa das [determinações do FMI a] reduções foi de mais de 30% nos investimentos na área de transporte. Naquele momento o governo era parte do problema e não parte da solução. Agora nós passamos a ser parte da solução ajudando o setor privado para impedir que esse processo desmonte todo o processo que nós conseguimos até hoje que é um crescimento sustentável", disse.

Por fim a ministra reiterou o papel do PAC no enfrentamento da crise internacional. Para ela o Programa é um diferencial para o Brasil e cria um mecanismo anticíclico para a economia do País. "A execução do PAC constitui grande diferencial na forma como enfrentamos essa crise que veio dos países desenvolvidos. O PAC, ao sustentar alto investimento público e privado tem caráter anticíclico", comentou.

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