Vereadores de Santarém aprovam moção de repúdio contra governador

Se Pará fosse dividido, cidade seria capital de Tapajós. Parlamentares dizem que Simão Jatene não manteve promessa de neutralidade

Wilson Lima, iG Maranhão |

A Câmara de Vereadores de Santarém, cidade que pretendia ser a capital de Tapajós , caso a criação do Estado fosse aprovada no plebiscito realizado neste domingo (11), aprovou na manhã desta segunda-feira moção de repúdio contra o governador do Estado, Simão Jatene (PSDB), e contra o vice-governador Helenilson Pontes (PPS).

O plebiscito: População rejeita dividir o Pará

O dia seguinte: Desafio agora é reunificar Pará, afirma governador do Estado

Clima ruim: Separatistas falam em mudar capital do Pará para interior

Os vereadores reclamam que Jatene não honrou sua palavra em se manter neutro durante a campanha plebiscitária. No início da campanha, o tucano se absteve de dar sua opinião contra ou a favor a divisão do Estado. Mas, após ser atacado pela propaganda do “Sim”, Jatene mudou sua postura e fez campanha contrária à criação de Carajás e Tapajós.

Já Helenilson Pontes foi acusado pelos vereadores de não “ter defendido com honra o sonho de emancipação do Oeste do Pará, traindo suas origens e suas raízes e se calando nos momentos mais precisos e necessários”. Pontes é nascido e criado na possível capital de Tapajós. Assinam a moção de repúdio 11 vereadores de Santarém.

De forma curiosa, durante entrevista coletiva pós-plebiscito, Jatene citou Santarém como exemplo da flexibilidade do povo paraense, que seria essencial nesse momento de reconstrução do Estado. Nas eleições de 2006, ele teve “uma derrota esmagadora” para Ana Júlia Carepa (PT) e, em 2010, esse quadro político se inverteu a favor do tucano.

    Leia tudo sobre: ParáTapajósCarajásplebiscitodivisão do Parádivisao do para

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG