Promotoria pede inquérito militar para apurar greve da polícia no Pará

Na recomendação, promotor pede que sejam evitadas "perseguições, retaliações e transferências sem necessidade"

Wilson Lima, iG Maranhão |

O promotor Armando Brasil Teixeira, titular da 2ª Promotoria de Justiça Militar do Pará, recomendou ao comandante da Polícia Militar do Pará, Daniel Mendes e ao comandante do Corpo de Bombeiros do Estado, coronel Donato Teixeira Júnior, a abertura de inquérito militar e procedimento administrativo para apurar excessos na paralisação dos policiais e bombeiros paraenses realizada na quinta-feira da semana passada .

Na recomendação, Teixeira entende que apenas com uma investigação poderão ser evitadas “perseguições, retaliações, bem como transferência sem a real comprovação da necessidade de serviço de policiais militares que participaram do movimento”.

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O Comando Geral da PM e do Corpo de Bombeiros no Pará ainda não decidiu se acatará ou não a recomendação da Promotoria.

A paralisação ocorreu apenas em alguns quartéis de Ananindeua, Marituba e Benevides, na região metropolitana de Belém e em Altamira, conforme informações do movimento grevista.

Na capital, cerca de 200 policiais interditaram a avenida Nazaré, uma das principais vias do Centro de Belém, como forma de protesto. Após a paralisação, os policiais conseguiram aumento salarial que variaram entre 18% a 26%.

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