Em greve há aproximadamente 50 dias, docentes querem negociar aumento salarial com governador Simão Jatene (PSDB)

Aproximadamente 200 professores da rede pública estadual de ensino do Pará invadiram na manhã desta quarta-feira a sede da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Finanças do Estado (Sepof). Eles querem pressionar o governo do Estado a reabrir as negociações para por o fim da greve. Os docentes do Pará estão em greve a 51 dias e querem a implementação do piso de R$ 1.187.

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A invasão começou por volta das 9h. Neste momento, segundo a direção do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará) todos os funcionários do órgão foram embora. Os docentes prometem ficar no prédio até a chegada de um representante do governo do Estado que possa negociar com a categoria.

Os professores decidiram invadir o local depois que foram avisados que não seriam recebidos pelo CIG (Centro Integrado de Governo). Inicialmente, mil professores participaram do início da manifestação contra o governo, mas até agora 200 estão no prédio. A reunião de hoje, conforme os docentes, era a quinta tentativa de conciliação entre governo e professores.

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Desde o início do mês, a greve dos professores do Pará foi decretada ilegal pela Justiça. Na semana passada, a Secretaria Estadual de Educação do Pará (Seduc) iniciou levantamento sobre a frequência dos professores. A Seduc informou que pretende abrir procedimento administrativo contra os docentes que não voltarem à sala de aula. O Ministério Público Estadual do Pará também pediu abertura de inquérito policial contra a presidente do Sintepp, Conceição Holanda, por crime de desobediência à ordem judicial.

Os docentes afirmam que o vencimento base da categoria é de R$1.121. O governo do Estado afirmou que já paga a diferença e que ela será prorrogada até o final do ano.

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