MST interdita obras e Estrada de Ferro Carajás no Maranhão

Interdição ocorreu na cidade de Açailândia; segundo grevistas, Vale não teria cumprido acordos com a Prefeitura de Açailândia

Wilson Lima, iG Maranhão |

Integrantes do Movimento Sem Terra (MST) ocuparam na manhã desta quinta-feira (19) a Estrada de Ferro Carajás (EFC) na altura da cidade de Açailândia, a 445

Reprodução/Google Maps
Açailândia fica a 445 quilômetros de São Luís
quilômetros de São Luís. A Vale informou que cerca de cem pessoas participaram do movimento, já o MST diz que 2 mil participaram do ato.

Além da EFC, os sem terra também interditaram a estrada vicinal que dá acesos às obras de duplicação da ferrovia, considerada hoje uma das maiores obras de logística da Vale. O projeto foi orçado em torno de R$ 4 bilhões. Segundo o MST, cerca de 700 funcionários que trabalham na obra foram impedidos de trabalhar na manhã desta quinta-feira.

Hoje no Pará: Polícia Militar e bombeiros paralisam atividades

A interdição começou às 8h10 e terminou por volta das 10h. Por causa do protesto, o trem de passageiros que parte de São Luís em direção a Parauapebas, no Pará, com passagem em Açailândia, ficou retido por alguns minutos. Depois da manifestação, conforme comunicado oficial da Vale, o trem seguiu seu curso normal.

Segundo o MST, os moradores dos assentamentos Novo Oriente, Francisco Romão, Planalto I e II e do acampamento João do Vale, da zona rural de Açailândia protestaram contra um eventual não cumprimento de contrapartidas e acordos de compensação financeira por conta da duplicação a EFC acordadas entre moradores destas comunidades com a prefeitura Municipal de Açailândia e a Vale.

Na Bahia: MST invade 11 prefeituras

Os acordos foram feitos há dois meses, conforme o MST. O prefeito em exercício de Açailândia, Antônio Erismar (PT), nega qualquer descumprimento de acordo com os manifestantes e afirma que alguns projetos como escolas já estão sendo implementados pelo Município.

A Vale informou que “repudia atos arbitrários que interrompem a circulação dos trens de passageiros e de carga, causando prejuízos aos usuários” e informou que “adotará as medidas jurídicas cabíveis”.

    Leia tudo sobre: MSTatosVale

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG