Madeireiros protestam e fecham estrada no sul do Pará

Ação acontece em Nova Ipixuna, cidade onde casal de extrativistas foi executado no final de maio

Wilson Lima, iG Maranhão |

Um grupo de madeireiros, funcionários de serrarias e comerciantes interditaram, na manhã desta terça-feira, a rodovia PA-150, na entrada da cidade de Nova Ipixuna, onde foram executados o casal de líderes extrativistas José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva.

A interdição foi uma forma de protesto contra uma operação desencadeada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) contra madeireiras que exploram madeira ilegal na região. A cidade fica a 390 quilômetros de Belém.

Reprodução Google Maps
Nova Ipixuna fica a 390 quilômetros de Belém, capital do Pará
Após a morte dos líderes extrativistas, o Ibama fechou sete serrarias na região e aplicou multas que chegam à casa dos R$ 950 mil. Além disso, órgão pediu à Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema) a cassação das licenças ambientais destas sete serrarias e de outras cinco que atuam de forma irregular na região.

Segundo informações de homens da Polícia Militar, os manifestantes afirmam que o fechamento das madeireiras estaria provocando desemprego em Nova Ipixuna. O grupo de madeireiros afirma que a economia local depende das serrarias e madeireiras instaladas no município. Os manifestantes queimaram pneus e estenderam faixas pedindo “justiça” em favor das madeireiras, conforme informações de moradores da região.

O Ibama informou que cerca de 100 pessoas participaram da manifestação. O fechamento da rodovia começou às 9h, durou aproximadamente três horas e causou um congestionamento de cerca de 10 quilômetros.

Apesar da manifestação, o Ibama informou que continuará intensificando as fiscalizações na região e que novas madeireiras devem ser fechadas nos próximos dias. Durante essa operação desencadeada após a morte dos líderes extrativistas, o Ibama descobriu que as madeireiras eram reincidentes em crimes ambientais e que algumas utilizavam documentação falsa para legalizar a exploração de madeira nativa.

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