Madeireira ilegal tenta fugir de fiscais, mas é pega pelo Ibama

Empresa teve licença ambiental cassada pela Secretaria de Meio Ambiente, muda de endereço e desmata outro pedaço de floresta

Wilson Lima, iG Maranhão |

Pouco mais de uma semana após a extinção do pólo madeireiro de Nova Ipixuna , uma das 12 empresas que tiveram suas licenças ambientais cassadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema) foi flagrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) retirando madeira de forma ilegal em Turucuí, no sudeste do Estado. Tucuruí fica a cerca de 220 quilômetros de Nova Ipixuna, onde um casal de extrativistas foi morto em maio.

Durante operação realizada na sexta-feira, o Ibama apreendeu dois caminhões, 25 metros cúbicos de madeira, um trator e uma motosserra da Madeireira Belmonte Ltda. A madeireira tinha sede em Nova Ipixuna e foi desmontada pelo Ibama após a confirmação de que era reincidente em vários crimes ambientais. Dados do Ibama apontam que ela foi autuada dez vezes pelo órgão entre os anos de 2007 e 2010 e possuía uma dívida de R$ 351 mil em multas.

Somente em maio, durante uma ação do Ibama deflagrada após a morte do casal de extrativistas J osé Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva , ela foi multada em R$ 330 mil. Nesta nova apreensão, a empresa recebe uma nova multa: agora no valor de R$ 250 mil. A madeireira era alvo de constantes denúncias dos extrativistas assassinados em 24 de maio último. Não há indícios de que ela esteja envolvida na morte deles.

No momento da operação, os técnicos do Ibama flagraram um trator retirando madeira da mata nativa e um acampamento improvisado onde eram abrigados os funcionários da madeireira. Pelas informações do Ibama, essa madeira abastecia as serrarias ao longo da rodovia Transcametá, em Baião.

“O envolvimento da Belmonte na destruição de uma floresta a 200 km de distância da sua sede demonstra a determinação da madeireira em driblar a lei e agir na ilegalidade”, apontou o chefe da Divisão de Fiscalização do Ibama no Pará, Paulo Maués. A reportagem do iG não conseguiu contato com a madeireira.

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