Comando acaba com greve da PM no Pará; base fica insatisfeita

Governo do Estado prometeu reajustes que variam entre 18% e 26%; no entanto, movimento grevista não foi totalmente descartado

Wilson Lima, iG Maranhão |

O comando da paralisação da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros no Pará aceitou proposta de reajuste apresentada pelo Governo do Estado do Pará no início da noite desta quinta-feira (19).

O acordo, no entanto, não satisfez a base da categoria. Alguns militares iniciaram um movimento grevista de forma independente na noite de quarta-feira e chegaram a interditar uma das principais ruas de Belém, a avenida Nazaré.

Pelo acordo com o governo do Estado, os militares e bombeiros terão reajustes que variam de 18% a 26%. O aumento passa a vigorar a partir de fevereiro. Além disso, o governo concedeu ainda um ganho de 70% sobre a gratificação de risco de vida.

Outros itens da pauta de negociação vão ser analisados pelo governo paraense, como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, adicional por exercício de atividade no interior do Estado, auxílio fardamento para cabos e soldados e 30% de gratificação por risco de vida.

Alguns batalhões da Polícia Militar do Pará interromperam suas atividades nesta quinta-feira reivindicando aumento salarial de 100%. Entre eles, os batalhões de Ananideua, Marituba e Benevides.

Oficialmente, segundo o governo do Estado, apenas em Ananideua os militares cruzaram os braços. A greve não chegou a ser decretada de forma oficial, mas alguns militares inconformados com a falta de negociação com o Governo do Estado. Os primeiros militares pararam ainda na noite de quarta-feira.

Após o acordo, dois projetos de lei devem ser encaminhados à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) em fevereiro. O comandante da Polícia Militar do Estado, coronel Daniel Mendes, promete não retaliar os policiais que participaram das mobilizações.

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