Com pouco dinheiro, unionistas apostam em celebridades no Pará

Grupos que se opõem à divisão do Estado arrecadaram R$ 242 mil contra R$ o 1,3 milhão conseguidos pelos separatistas

Wilson Lima, iG Maranhão |

Com uma arrecadação de recursos modesta para uma eleição, as duas frentes contra a separação do Pará apostam na força das celebridades e na solidariedade de empresários da região metropolitana de Belém para fazer frente a uma campanha bem mais rica do lado separatista. O plebiscito que vai ouvir a população sobre a criação de dois Estados, Tapajós e Carajás, será realizado em 11 de dezembro.

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Pela segunda parcial da prestação de contas das frentes, os unionistas arrecadaram R$ 242 mil. Os separatistas, R$ 1,3 milhões – cinco vezes mais. Os números ainda são tímidos perto do limite estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cada campanha: R$ 10 milhões.

A campanha esquenta:

- Governador do Pará diz que plebiscito cria ressentimento e mágoa

- Movimento pede boicote a deputados que pregam divisão do Pará

- Tacacá e Belém são estrelas do início da campanha do plebiscito

- Receita dos municípios vira alvo de disputa em campanha

- Exército vai reforçar segurança durante plebiscito

Famosos:

- Celebridades fazem campanha contra a divisão do Pará

- Fafá de Belém é contra divisão do Pará e diz que Estado é "soma dos seus cheiros"

O vice-presidente da Frente Contra a Criação de Carajás, Sérgio Bitar, afirmou que muitos empresários estão ajudando no custeio da campanha do “Não”, arcando com alguns custos da campanha, mas que os valores ainda são baixos.

Celebridades como as cantoras Fafá de Belém e Leila Pinheiro, a atriz Dira Paes e o meia da seleção brasileira e do Santos, Paulo Henrique Ganso, e o lateral-direito da equipe paulista, Marcos Rogério Lopes, o Pará, também estão contribuindo com a campanha. Cada um a seu modo.

Pará e Ganso doaram camisas para serem leiloadas pelos unionistas. O evento ainda não tem data para ser realizado. As atrizes e cantoras doaram o direto de imagem. “Estas pessoas participam porque se solidarizam com a nossa ideia. Não há outros interesses”, declarou Sérgio Bitar.

Os separatistas conseguiram esse volume de recursos graças a doações de empresários, fazendeiros e de políticos da região. Eles também realizaram leilão de gado e outros eventos pequenos para ajudar na arrecadação de fundos. “Mas o grosso mesmo daquilo que arrecadamos foi doação”, esclareceu o deputado João Salame (PPS), presidente da Frente a Favor da Criação do Estado de Carajás.

A campanha separatista também foi a que mais arrecadou e também a que teve mais gastos. Dos R$ 1,3 milhões levantados, R$ 1,1 milhão já foi gasto. Grande parte com custos de produção da campanha e também com pesquisas e levantamentos. Somente com a produção dos programas, de rádio e TV, as frentes separatista já gastaram R$ 890 mil. O marketing separatista está a cargo de Duda Mendonça. Mendonça afirmou que não cobraria salário para trabalhar na campanha a favor da separação do Estado.

Reprodução
Pará será o menor dos 3 Estados, caso divisão seja aprovada

Os unionistas, por sua vez, gastaram 13 vezes menos em produção de programas de rádio e TV: R$ 62 mil até o momento. Além disso, houve também um dispêndio de R$ 40 mil em material gráfico e impresso.

Também chama a atenção os gastos dos separatistas com pesquisas e levantamento de dados: até agora, eles gastaram cerca de R$ 145 mil com esse tipo de levantamento. Os unionistas, pela declaração parcial de bens, ainda não tiveram esse tipo de despesa.

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