Campanha derrotada foi cinco vezes mais cara no plebiscito do Pará

Separatistas gastaram aproximadamente R$ 4 milhões para tentar criar Carajás e Tapajós; unionistas menos de R$ 700 mil

Wilson Lima, iG Maranhão |

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O mapa com as propostas de divisão do Estado; a população decidiu que o Pará continua unificado
A campanha separatista no Pará, derrotada no plebiscito realizado em dezembro, foi cinco vezes mais cara que a campanha unionista. Os partidários da criação dos Estados de Carajás e Tapajós gastaram juntos R$ 3,8 milhões, já os que defenderam a permanência do Estado unificado, R$ 696 mil.

Em 11 de dezembro, 66% dos paraenses rejeitaram a proposta de separação do Estado .

Em média, os separatistas gastaram R$ 0,80 por eleitor que participou da votação de dezembro; os unionistas R$ 0,15.

A maioria da arrecadação separatista veio de indústrias e comércios da região que pretendia se emancipar. Também ocorreram doações de empresários de outros Estados brasileiros, como sergipanos e goianos.

Os gastos nem chegaram perto do teto determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a realização da campanha plebiscitária: R$ 10 milhões.

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Em torno de 75% das doações separatistas foram destinadas ao comitê pró criação do Estado de Carajás.

Do lado unionista, quase todas as doações vieram de empresas que estão instaladas em Belém ou região metropolitana. O deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB) e o deputado estadual Celso Sabino (PR), líderes contrários à divisão do Estado, também fizeram contribuições em dinheiro para a campanha. Coutinho doou aproximadamente R$ 30 mil; Sabino, cerca de R$ 15 mil.

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