Bebês siameses não podem se separados, afirma equipe médica

Exames mostram que crianças dividem mesmo coração, intestino e bexiga; boletim médico aponta que crianças passam bem

Wilson Lima, iG Maranhão |

A equipe médica que atende as crianças siamesas que estão internadas na Santa Casa de Misericórdia de Belém já descartou a cirurgia de separação dos corpos. Os gêmeos siameses nasceram na segunda-feira na cidade de Anajás, localizada na Ilha do Marajó a 639 quilômetros da capital paraense .

O principal problema segundo os médicos é que as crianças, já batizadas como Jesus e Emanoel dividem órgãos vitais. Exames de imagem revelaram que elas dividem um coração, um intestino e uma bexiga. Do outro lado, possuem dois estômagos, dois rins e dois pulmões. A equipe médica afirma que somente em caso de falecimento de uma das crianças será possível fazer a separação.

Jovem de 17 anos tem gêmeas siamesas em Minas Gerais

Boletim médico divulgado nesta sexta-feira, afirma que as crianças possuem boa “evolução clínica” e “estabilização hemodinâmica”. “Os recém-nascidos mantém desconforto respiratório leve e moderado e continuam sob oxigenioterapia (administração de oxigênio numa concentração de pressão superior à encontrada na atmosfera)”, informa o boletim médico. Eles se alimentam por meio de uma sonda. No primeiro dia de internação, as crianças chegaram a se amamentados pela mãe.

Operação separa siameses em Paris

O nascimento dos gêmeos siameses de Anajás ocorreu por um problema a partir do 13° dia de fecundação. Os dois estão na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal da Santa Casa de Belém. Nos últimos dois anos, foram identificados casos parecidos em Goiás, Ceará, Pernambuco e Minas Gerais. No mundo, a cada 100 mil partos normais, ocorre um nascimento de gêmeos siameses.

    Leia tudo sobre: siamesaspará

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG