Polícia investiga conexão entre morte de PM e de nove pessoas no Pará

Por Agência Brasil |

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Cabo Antônio Figueiredo, da Polícia Militar, que não estava em serviço, foi morto a tiros no bairro Guamá nessa terça-feira(4)

Agência Brasil

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Pará está investigando as mortes de dez pessoas que aconteceram ontem (4) em Belém. Por volta das 19h30 (horário local), o cabo Antônio Figueiredo, da Polícia Militar (PM), que não estava em serviço, foi morto a tiros no bairro Guamá. Nove pessoas foram assassinadas em bairros diferentes de Belém, seis delas com características semelhantes, abordadas em vias públicas por pessoas em motos usando capacetes e capuzes. As mortes aconteceram por volta das 2h de hoje (5).

Após o trabalho investigativo e de perícia criminal, a polícia poderá dizer se existe vínculo entre os homicídios com a morte do policial. A Corregedoria Geral da Polícia Militar investigará o possível envolvimento de policiais nas mortes.

Em entrevista coletiva na manhã de hoje, o secretário de Segurança Pública do Pará, Luiz Fernandes, disse que serão investigados também os responsáveis pela disseminação e compartilhamento de informações e fotos falsas nas redes sociais. Às 9h10 de hoje (5), ashashtags #ChacinaEmBelem, #Guamá e #Belém apareciam no Trend Topics Brasil do Twitter em quinto, sexto e sétimo lugares, entre os assuntos mais comentados da rede social.

Segundo a assessoria da Polícia Civil, o secretário classificou como irresponsáveis e inverídicas essas informações e que não estava havendo uma matança deliberada como foi compartilhado pelos internautas. Ele informou que todos os batalhões de polícia foram reforçados para que as pessoas não tivessem medo de sair de casa.

O secretário disse que foi criado um perfil falso da PM no Facebook para disseminar informações de que os policias estavam indo à caça, mas segundo a assessoria, a PM possui apenas dois perfis na rede, o Ascom pmpa e o PMPA.

O Centro de Perícias Científicas Renato Chaves informou que espera terminar hoje o trabalho de identificação e liberação dos corpos das vítimas.

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