Índios paralisam obra de Belo Monte

Por Agência Estado |

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Cerca de 200 indígenas afetados pela construção de hidrelétricas ocuparam o principal canteiro de obras, no Pará. PM já esperava, mas não conseguiu barrar os manifestantes

Agência Estado

Cerca de 200 indígenas afetados pela construção de hidrelétricas ocuparam nesta quinta-feira (2) o principal canteiro de obras da Usina de Belo Monte, em Vitória do Xingu (PA). Eles reivindicam a regulamentação da consulta prévia e a suspensão das obras e estudos relacionados às barragens nos Rios Xingu, Tapajós e Teles Pires. A tropa de choque da Polícia Militar já esperava pelos índios, mas não conseguiu barrá-los.

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Eles pertencem aos povos mundurucu, juruna, caiapó, xipaia, curuaia, asurini, paracanã e arara. Há também pescadores e ribeirinhos. Pelo menos 6 mil trabalhadores, nas estimativas do movimento, deixarão de atuar no canteiro. A ocupação, de acordo com os indígenas, será mantida por tempo indeterminado - ou até que o governo atenda às reivindicações.

Para justificar a invasão, os indígenas divulgaram uma carta na qual afirmam que são "a gente que vive nos rios em que vocês querem construir barragens". "Vocês estão apontando armas na nossa cabeça. Vocês sitiam nossos territórios com soldados e caminhões de guerra. Vocês fazem o peixe desaparecer", diz o documento.

"O que nós queremos é simples: vocês precisam regulamentar a lei que regula a consulta prévia aos povos indígenas. Enquanto isso, vocês precisam parar todas as obras e estudos e as operações policiais nos Rios Xingu, Tapajós e Teles Pires", diz a carta nos parágrafos finais.

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