O procurador da República em Altamira (sudoeste do Pará), Rodrigo Timóteo Costa e Silva, abriu investigação para saber se o rompimento de barragens em diversas fazendas que cercam a cidade teria sido a causa das enchentes do último sábado, durante fortes chuvas que caíram na região. Ele mandou ofícios à Polícia Federal e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que comecem imediatamente o trabalho de apuração.

Catorze bairros foram atingidos e 15 mil pessoas estão desabrigadas. Uma pessoa morreu e quatro estariam desaparecidas.

O procurador tomou essa atitude porque o Igarapé Altamira transbordou e provocou forte correnteza que arrastou casas, carros e invadiu lojas, causando prejuízos superiores a R$ 5 milhões, de acordo com estimativas não oficiais. Segundo Costa e Silva, outros dois igarapés da cidade resistiram às chuvas e não transbordaram. “A investigação poderá dizer se houve algum tipo de intervenção humana para que o Altamira transbordasse a ponto de promover tantos estragos na cidade. Já sabemos que algumas barragens romperam, mas não podemos acusar ninguém. Os laudos técnicos vão dizer o que houve”, resumiu o procurador.

Para o diretor do Instituto Nacional de Meteorologia no Pará, José Raimundo Abreu, a média histórica do volume de chuvas na cidade, nos últimos 30 anos, foi batida no sábado. Abreu disse que em apenas 24 horas choveu 226 milímetros. Até o final de abril, de acordo com previsão de Abreu, deverá chover um volume pluviométrico de 600 mm, o que poderá superar qualquer índice até hoje registrado em Altamira.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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