Oswaldo Mendes lança biografia de Plínio Marcos

SÃO PAULO ¿ Será uma festa como o dramaturgo e ator Plínio Marcos gostava, sem glamour, simples, mas com muito calor humano, um encontro de amigos. É o que promete a noite de lançamento, hoje a partir da 19h30, do livro Bendito Maldito ¿ Uma Biografia de Plínio Marcos (500 pgs., R$ 44,90), editada pela Leya e escrita por Oswaldo Mendes, jornalista, dramaturgo, ator e amigo do autor de Navalha na Carne e Dois Perdidos numa Noite Suja.

Agência Estado |

As atrizes Nydia Licia e Ligia Cortez e os atores Sérgio Mamberti, João Acaiabe, Marco Ricca, Antonio Petrin e Emílio Fontana estão entre os que participam de um ato teatral, um miniespetáculo dirigido por Marco Antonio Rodrigues em homenagem ao biografado, no saguão do Tuca, em São Paulo.

Santista como Plínio, Marco Antonio Rodrigues preparou um roteiro que costura trechos extraídos do livro "Bendito Maldito" ¿ cheio de histórias saborosas ¿, textos do autor como "Oração do Ator" e ainda um coro musical formado pelo elenco de "Querô", peça de Plínio Marcos encenada recentemente pelo Folias. Quanto tempo dura a performance? "O Marcão não sabe, diz que vai sentir a atmosfera na hora, para não encher o saco de ninguém", observa Oswaldo, que fala imitando com perfeição o jeito de falar e o timbre de voz de Plínio Marcos. Será exibido ainda um vídeo de uma entrevista do Plínio.

Mendes já havia provado ser um ótimo autor de biografias com o livro "Ademar Guerra, o Teatro de um Homem Só", editado pela Senac. Pois ele se supera nesse livro na forma como consegue interligar precisão jornalística na apuração dos fatos com sabor de narrativa oral, bem ao estilo do biografado. Antes de mais nada, não se trata de uma análise crítica da obra desse dramaturgo, sem dúvida um dos grandes da literatura dramática brasileira. Mendes buscou o homem, o ser humano.

Assim, traz à tona uma personalidade forte, rebelde, contraditória, capaz de gestos de imensa grandeza, mas também de injustiças, até mesmo com quem admirava, como a atriz Cacilda Becker. Da amizade pessoal mantida por anos com o dramaturgo Mendes aproveitou a aproximação com família e amigos, o conhecimento das muitas versões de Plínio sobre um mesmo fato, mas evitou o retrato retocado, o "príncipe" da poesia de Fernando Pessoa, nunca mesquinho.

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