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Os riscos do supertreinamento

Os riscos do supertreinamento Por José Noberto Giordano* São Paulo, 06 (AE) - A Síndrome do Overtraining, ou supertreinamento, pode acometer qualquer pessoa que pratique atividade física. Há alguns anos, o problema costumava se restringir a atletas que se dedicavam a treinamentos de alta intensidade ou mesmo a esportes de impacto, como os triatletas.

Agência Estado |

Mas a situação mudou.

Hoje, esportistas que treinam de maneira ocasional têm sofrido muitas dores também e buscado ajuda médica. Ao intensificar o ritmo de treinamento - prática comum, inclusive, nas academias - o atleta sobrecarrega os músculos, afetando todo seu sistema imunológico, que se torna mais frágil. Ou seja, seu ritmo diminui e a dor é constante, independentemente do esporte praticado.

Cada modalidade esportiva apresenta um risco. Há esportes que comprometem uma ou outra articulação de forma mais agressiva. Praticantes de tae kwon do, ginástica olímpica, futebol, basquetebol e tênis de mesa, por exemplo, costumam desenvolver problemas no quadril com mais freqüência. Quem joga futebol também acaba 'castigando' demais as articulações dos joelhos, assim como os atletas que competem no pentatlo e decatlo modernos. Os jogadores de vôlei, por estarem expostos à intensa movimentação de braços, pernas e quadris, costumam antecipar os mais diversos problemas de artrose quando antes mesmo de completar 30 anos.

Quando a doença se instala, o esportista pode sentir dificuldade em apontar com exatidão onde dói. O atleta passa a sentir dor durante treinamentos e jogos, estando mais exposto a lesões. Esse indício de sobrecarga pode ser acompanhado por outras manifestações: sensibilidade exagerada nas articulações, inchaço, "crepitações" (estalos), atrofia muscular e instabilidade articular.

Para controlar a dor e proporcionar mais qualidade de vida aos atletas, há diversas opções de tratamento. O repouso da região afetada é necessário sempre que possível, mas o esportista pode recorrer a fisioterapia, hidroterapia, exercícios para fortalecer os músculos que revestem as juntas, correções ergonômicas, medicamentos antiinflamatórios, tratamento com ondas de choque e cirurgia.

O tratamento com ondas de choque - que são acústicas, não tendo nada a ver com eletricidade - oferece vantagens por não ser invasivo, não provocar dor nem efeitos colaterais. As ondas de choque ativam a circulação sangüínea e promovem a reparação do osso. Em muitos casos, o atleta apresenta melhora já a partir da primeira sessão, embora o tratamento completo seja realizado com três sessões de aplicações com espaçamento de uma semana entre elas.

Vale lembrar, por fim, que o consumo exagerado de álcool, fumo e alimentação inadequada podem comprometer o sucesso de qualquer tratamento. Portanto, é importante que o esportista esteja consciente de suas limitações e cometa abusos enquanto estiver em processo de recuperação da lesão.

*Dr. José Noberto Giordano, médico ortopedista e fisiatra do Rio de Janeiro (RJ)

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