O Banco Mundial (Bird) indicou nesta quinta-feira, em um comunicado que antecede o Dia Mundial da População, que é preciso dar às mulheres dos países pobres mais acesso à educação e ao controle de natalidade para reduzir a quantidade de gestações indesejadas nos países em desenvolvimento.

"A cada ano são 51 milhões de gestações não desejadas nos países em desenvolvimento, em mulheres que não usam métodos anticoncepcionais", disse o Bird.

Mas só dar anticoncepcionais não é suficiente para reduzir a taxa de natalidade nos 35 países com as maiores taxas do planeta. Nesses países, como África Subsaariana, Timor Leste, Afeganistão, Djibuti e Iêmen, as taxas são de mais de cinco filhos por mãe.

As populações também precisam ter mais acesso à educação, reconheceu o organismo.

"A educação das mulheres oferece conhecimento que salva vidas, permite desenvolver habilidades trabalhistas para que possam se juntar ao mercado de trabalho e se casar mais tarde na vida; dá a elas mais poder para decidir quantos filhos querem ter e quando. E estas são qualidades duradouras que serão transmitidas às suas filhas", disse Sadia Chowdhury, co-autora de um relatório do Bird sobre a contracepção e gestações não desejadas na África, no leste da Europa e na Ásia Central.

As mulheres que não têm um bom acesso a métodos contraceptivos recorrem cada vez mais ao aborto.

Segundo o relatório do Bird, aproximadamente a metade dos 42 milhões de abortos realizados anualmente são inseguros, e 68.000 mulheres morrem a cada ano devido a um aborto.

Além disso, 5,3 milhões de mulheres sofrem as conseqüências temporárias ou permanentes do aborto.

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