Orquestra juvenil árabe-israelense de Barenboim quer tocar no Oriente Médio

A orquestra juvenil árabe-israelense West-Eastern Divan Orchestra (Wedo), que concluiu em Paris sua bem sucedida turnê 2008 sob a batuta de seu regente e criador, o argentino de origem judaica Daniel Barenboim, lançou um pedido de ajuda para poder tocar no Oriente Médio.

AFP |

O famoso maestro de 65 anos fez este pedido ante um auditório lotado com quase duas mil pessoas.

"Cada músico mostra uma grande coragem por tocar nesta orquestra. Este não é um projeto político. É outro caminho. Achamos que não há solução militar para o conflito", explicou, ressaltando que seus jovens músicos "aprenderam a viver juntos" numa prova de que isso é possível.

Esta semana Barenboïm defendeu, numa audiência com o presidente francês Nicolas Sarkozy, a criação de uma rede de televisão cultural israelense-palestina, para "lutar contra a ignorância que reina no Oriente Médio".

"Falamos da possibilidade de aumentar o esforço pela cultura na Europa, e me permiti sugerir a ele a ampliação de uma rede como a da televisão cultural Arte que, infelizmente, só transmite para a França e a Alemanha", disse ao sair do Palácio do Eliseu.

O músico destacou que Sarkozy "demonstrou otimismo" em relação ao projeto. "Disse a ele que era preciso ir mais longe e levar o canal Arte a Israel e a Palestina", explicou.

"Isso seria uma bênção para todos", afirmou entusiasmado.

A West-Eastern Divan Orchestra nasceu em 1999 por iniciativa de Daniel Barenboïm e do professor universitário palestino naturalizado americano Edward Saïd (morto em 2003), para promover a paz entre Israel e os palestinos.

A orquestra possui 80 músicos israelenses, árabes e espanhóis, com idades de 13 a 26 anos.

tmo/sd/cn/fp

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