Organização do Xingu Vivo nega ter armado os indíos

A comissão organizadora do Encontro Xingu Vivo para Sempre, que nesta semana discutiu a construção da usina de Belo Monte e outras hidrelétricas na região, informou em nota que um integrante da organização comprou três facões e outras ferramentas para a montagem dos acampamentos, mas rechaçou notícias de que tenha armado os indígenas. Na terça-feira, durante o encontro em Altamira (PA), o engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende foi cercado por indígenas e ferido com um golpe de facão no braço.

Agência Estado |

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar quem foram os responsáveis pelo ataque. Os índios acusaram o engenheiro de desrespeitá-los.

Em nota, divulgada ontem e assinada por 50 entidades, a comissão lamentou a agressão ao engenheiro, que apresentava no encontro estudos feitos para aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte. O texto afirma que os índios caiapós sempre carregam facões, bordunas, arcos e flechas quando saem de suas aldeias para participar de eventos e esses instrumentos de trabalho são imprescindíveis para as mulheres, encarregadas da agricultura de subsistência das aldeias.

A agressão ao engenheiro foi considerada pelos organizadores da reunião "um fato lamentável, porém isolado e acidental". Ao final da nota, os promotores do evento reiteram seu "compromisso com as causas dos povos indígenas, com suas reivindicações, e juntamente com os ribeirinhos, trabalhadores do campo, juventude, povos atingidos pelas barragens se posicionam, mais uma vez, contra a construção da barragem Usina Hidrelétrica de Belo Monte". A construção da usina é um dos principais projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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