Oposição volta a pressionar governo após aparecimento da agenda de Lina Vieira

BRASÍLIA ¿ A oposição se articula para retomar as investigações do suposto encontro no Palácio do Planalto entre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

A movimentação ganhou força após a divulgação neste fim de semana de que Lina Vieira encontrou sua agenda pessoal da época em que trabalhava no Fisco. De acordo com a marcação na agenda de Lina Vieira, o encontro com a ministra foi no dia 9 de outubro do ano passado.

Os registros levantados pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) indicavam que ela esteve por quatro vezes no Planalto e a data da agenda coincide com o registro oficial.

A liderança do PSDB anunciou que deve encaminhar nesta terça-feira um requerimento para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa convidar novamente Lina Vieira para depor. Estamos tentado fazer com que a maioria aceite que ela venha como convidada, a fim de que possam confrontá-la e estabelecer o contraditório com o que ela possa dizer agora de posse da sua agenda, explicou o vice-líder tucano, Álvaro Dias (PR).

A CCJ pode votar o requerimento ainda nesta semana. Os parlamentares do DEM na Câmara também se reúnem para definir se apresentam novos requerimentos pra tentar chamar a ministra para prestar esclarecimentos obre o assunto.

O partido entrou com uma ação no Ministério Público Federal para investigar a suposta ação de improbidade administrativa por parte da ministra.

Outra ação da legenda democrata foi um requerimento encaminhado ao Palácio do Planalto, pedindo uma cópia do contrato do sistema interno de segurança por câmeras de vídeo. O prazo para a entrega deste documento aos deputados vence no dia 6 de novembro.

Os parlamentares querem confirmar se a ação de apagar imagens em menos de seis meses faz parte do contrato e quem são os responsáveis pela decisão.

Lina Vieira esteve em agosto no Senado prestando esclarecimento sobre o caso, mas a ausência de provas e detalhes sobre a reunião enfraqueceu a versão dela da história.

A ex-secretária da Receita afirmou que não falará mais sobre o pedido da ministra para que agilizasse o processo que envolvia a família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), aliado do governo Lula. Lina Vieira falou que só voltaria a falar se fosse convocada pelo Ministério Público. A ministra, que cumpre agenda em São Paulo ao lado do presidente, negou a existência do encontro.

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