Deputados de oposição que integram a comissão encarregada de avaliar o pedido de impeachment contra a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), disseram hoje ter encontrado discrepâncias consideráveis em informações protegidas por sigilo que integram o processo de improbidade administrativa contra a tucana e outros oito réus. O deputado Ronaldo Zulke (PT), que apresentou a posição dos colegas, disse que não poderia dar detalhes das supostas discrepâncias, detectadas em dados que incluem o sigilo fiscal de Yeda e outros envolvidos.

A oposição ainda tentará um movimento antes que o relatório da deputada Zilá Breitenbach (PSDB) - que propõe o arquivamento do pedido de impeachment - seja votado amanhã em reunião da comissão especial. Zulke disse que o grupo pedirá hoje à juíza da 3ª Vara Federal de Santa Maria (RS), Simone Barbisan Fortes, acesso às informações complementares do processo de improbidade.

"O importante é que não podemos aceitar que este relatório seja votado sem que o conjunto dos deputados tenha acesso a estas informações", defendeu o deputado Raul Pont (PT).

Segundo o deputado Paulo Azeredo (PDT), o relatório de Zilá não contemplou informações analisadas hoje pela oposição. A relatora disse que levou em conta os mesmos documentos disponibilizados pela juíza ao presidente da Assembleia, Ivar Pavan (PT). "Não há justa causa", reiterou sobre o teor de seu relatório. O pedido de afastamento da governadora foi protocolado pelo Fórum dos Servidores Públicos do Estado.

Após votação na comissão, onde a governadora conta com maioria de 17 deputados ante 12 da oposição, o relatório será submetido ao plenário da Assembleia, onde a tucana também tem folgada margem de votos aliados.

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