Oposição vai de novo ao TSE contra Dilma por campanha antecipada

SÃO PAULO (Reuters) - As legendas da oposição protocolaram nesta terça-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mais uma representação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por propaganda eleitoral antecipada. No documento, PSDB, DEM e PPS afirmam que Lula e Dilma, pré-candidata do PT à Presidência da República, realizaram campanha antecipada durante uma cerimônia na noite de sexta-feira em São Paulo.

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Segundo as legendas, Lula utilizou o evento, no qual esteve ao lado de Dilma, "para, mais uma vez, tentar projetar, ainda que de forma subliminar", a candidatura da ministra à Presidência da República.

"Mais uma vez, o presidente da República estava, sim, fazendo comício em prol da candidata 'de fato' do Partido dos Trabalhadores - PT para o próximo pleito presidencial", afirma o documento, segundo nota do TSE.

Para a oposição, é "fácil perceber" que Lula e Dilma estariam "utilizando do poder político que detêm e dos recursos públicos que gerenciam para a dispendiosa e bem montada estratégia" de lançar a candidatura da ministra.

No evento, Lula defendeu a implantação da segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deu a entender que falava de Dilma, mas sem citar seu nome.

"Eu penso que a cara do Brasil vai mudar muito e quem vier depois de mim, eu por questões legais não posso dizer quem é, espero que vocês adivinhem, vai encontrar um programa pronto, com dinheiro no Orçamento", disse Lula ao lado de Dilma.

Na quinta-feira, a oposição já havia protocolado representações semelhantes contra Lula e Dilma, após evento na cidade de Jenipapo, em Minas Gerais.

Em seu discurso, o presidente afirmou querer acelerar as inaugurações do governo federal para ter garantida a presença da ministra nos palanques.

A lei eleitoral permite propaganda somente após o dia 5 de julho, quando os candidatos já estarão formalizados e os ocupantes de cargos no Executivo já teram deixado suas posições.

(Por Hugo Bachega)

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