Oposição terá acesso a dados sigilosos da Presidência nesta terça

BRASÍLIA - A presidente da CPI mista dos cartões corporativos, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), anunciou que os integrantes oposicionistas da comissão estarão aptos, já na tarde desta terça-feira, para analisar os dados sigilosos de gastos da Presidência da República. Segundo Marisa, os parlamentares governistas poderão ficar para depois se não forem indicados os quatro nomes, como a oposição fez na sexta-feira.

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

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    Desde o fim da semana passada, o comando da CPI mista dos cartões tem mantido contato com o Tribunal de Contas da União (TCU) para estabelecer as condições de verificação das despesas sigilosas do presidente Lula e familiares, e outras autoridades.

    Já enviei ao TCU às 10h o requerimento com os quatro nomes da oposição. Assim que o TCU receber o ofício, os parlamentares poderão ter acesso, portanto a partir desta tarde. Espero que a base aliada envie seus nomes, afirmou Marisa Serrano.

    Ela disse não acreditar na hipótese de vazamento de dados por parte dos integrantes da CPI, e disse que se isso acontecer o responsável estará sujeito às penas da lei. Para a senadora, uma eventual guerrinha de vazamentos de gastos irregulares pode atrapalhar os trabalhos e sujar a imagem do Congresso.

    Acredito que isso [informações sobre irregularidades] é irrelevante. [O trabalho no TCU] servirá apenas para que o governo e o Congresso coloquem regras mais claras no uso dos cartões, observou.

    Impasse

    Como tem ocorrido desde o início da CPI, há mais um risco de impasse e a conseqüente confecção de dois relatórios finais ¿ em vez de um relatório consensual com indicação de irregularidades e de medidas para melhorar o sistema dos cartões de pagamento governamentais.

    A presidente da CPI afirmou nesta segunda que não irá voltar atrás em dedicar a oposicionistas as duas sub-relatorias estratégicas entre as quatro criadas para acelerar os trabalhos da comissão ¿ o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) foi indicado como sub-relator de sistematização de dados e o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) foi oficializado como o sub-relator de fiscalização de gastos.

    Marisa Serrano disse que, pelos regimentos do Congresso, a indicação de relatores é prerrogativa exclusiva de presidentes de comissão, e isso vale para sub-relatores. Cumpri legalmente o que reza o regimento. Tem um ditado que diz que quem pode mais, pode menos [quem indica relatores pode indicar sub-relatores], alegou a senadora tucana.

    As outras duas sub-relatorias, de mecanismos de auditoria e de aprimoramento legislativo, couberam respectivamente ao senador Gim Argello (PTB-DF) e ao deputado Maurício Quintella (PR-AL).


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