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Oposição tenta unificar discurso e evitar curto-circuito

Os presidentes dos três principais partidos de oposição ao governo Lula se reuniram nesta terça-feira no escritório de publicidade Lua Branca, de Luiz Gonzalez, em São Paulo, para definir uma ¿ação conjunta¿ para a campanha de José Serra (PSDB) à Presidência. Gonzalez é o marqueteiro oficial da candidatura tucana. A ideia é evitar curto-circuito na base aliada e elevar o grau de questionamentos ao governo federal, que tem em Dilma Rousseff (PT) sua candidata.

Marcelo Diego, iG São Paulo |

"Fizemos uma avaliação da necessidade de um ajuste nos discursos, para que todos falem sempre uma coisa só. A unidade demonstrada no evento de sábado será mais ampla", disse o senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB.

No sábado, Serra se lançou pré-candidato a presidente. Conta com o apoio de PPS e DEM. Todos os presidentes e líderes de partidos que compõem essa base de sustentação à candidatura tucana estiveram presentes nesta terça no encontro, com cerca de duas horas de duração. "Não vai ter uma opinião de um lado e outra de outro. Vamos falar de forma justa e no plural. Quanto mais gente entrar, melhor para a campanha", afirmou o senador, que trabalha na coordenação da pré-candidatura de Serra.

Os tucanos querem evitar a repetição do cenário de 2006, quando o então candidato Geraldo Alckmin não tinha uma articulação forte em Brasília. O pedido da reunião foi feito pelo marqueteiro Luiz González, que trabalhou com Alckmin em 2006. O próprio Serra pediu ao PSDB e aos partidos de oposição que atuem de forma mais coordenada. Não só na defesa do seu discurso, mas também que marquem posição contra o governo federal.

"Ter um consenso entre as forças políticas é importante para o candidato. Não precisamos entrar em choque. Quem participou da campanha em 2006 pode notar a diferença. Hoje, você pode ir para quase todos os Estados sem sofrer constrangimento. Sofremos isso quatro anos atrás. Faltava unidade", disse o presidente do PPS, Roberto Freire.

No encontro, também foi discutida a necessidade de regionalização da campanha, desdobrando os temas nacionais ao cotidiano de cada Estado. Também participaram do encontro o deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM, os deputados Paulo Bornhausen (DEM-SC), João Almeida (PSDB-BA), o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), o deputado Fernando Coruja (PPS-SC) e os senadores Arthur Virgilio (PSDB-AM) e José Agripino (DEM-RN).

A estratégia prevê ações em duas frentes. A primeira é essa criação de uma espécie de ação parlamentar conjunta que possa funcionar em Brasília como anteparo para a campanha de José Serra e também como contestações ao governo Luiz Inácio Lula da Silva.

A segundo deverá definir a agenda do candidato a partir de agora. Serra já recebeu 63 convites para participar de palestras e eventos de abril até junho, quando será oficializado candidato. O número, segundo as lideranças, cresce a cada dia. As lideranças devem escolher em quais eventos ele irá, mas a ideia inicial é concentrar, neste primeiro instante, ações nas regiões Sul e Sudeste, onde Serra é bem avaliado nas pesquisas. Em seguida, as atenções seriam voltadas para Norte e Nordeste.

As atividades começam no próximo dia 19 com um giro por Minas Gerais, onde o tucano irá participar de um encontro com empresários e de um ato ao lado do ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB). Nesta quarta, Serra vai para a Bahia. Na quinta, estará em Alagoas.


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