Oposição tenta reduzir maioria de aliados na CPI da Petrobras

BRASÍLIA (Reuters) - A oposição tentou nesta quarta-feira diminuir a vantagem da base aliada na distribuição de vagas na CPI da Petrobras. A secretaria-geral da Mesa Diretora informou aos senadores que o bloco formado por DEM e PSDB só terá direito a três vagas e os governistas oito. Mas os dois partidos da oposição demandam mais uma cadeira.

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PSDB e DEM argumentam que a distribuição de vagas deve ser feita baseada na diplomação dos senadores, e não respeitando a proporcionalidade da atual composição da Casa. Citam como exemplo a CPI das ONGs, que tem sete senadores aliados e quatro da oposição.

A diferença de interpretação ocorre porque DEM e PSDB perderam senadores para partidos aliados nos últimos anos.

"Esse entendimento vai ser colocado para o presidente do Senado (José Sarney, PMDB-AP) para ele deliberar sobre os números", afirmou a jornalistas o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

Para o parlamentar, se alterado o perfil da CPI, a oposição terá mais poder de fogo. "Sempre tem ausências e dissidências", justificou Dias.

Os governistas, entretanto, rejeitam o cálculo apresentado pela oposição. Segundo parecer da Mesa Diretora lido por Sarney, o argumento da oposição é válido apenas para comissões permanentes, mas não para as provisórias, como as CPIs.

"Estou apenas seguindo a norma regimental", disse Sarney. "O nosso regimento é defasado, tanto que tem uma comissão para atualizá-lo. Há na reforma do regimento uma proposta que resolve esse problema."

(Reportagem de Fernando Exman)

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