depoimentos, na quarta-feira, da ex-diretora da Anac Denise Abreu e outros personagens convidados pela Comissão de Infra-Estrutura da Casa." / depoimentos, na quarta-feira, da ex-diretora da Anac Denise Abreu e outros personagens convidados pela Comissão de Infra-Estrutura da Casa." /

Oposição só admite CPI da Varig após explicações de Denise Abreu

BRASÍLIA - Os líderes de oposição no Senado iniciaram a semana evitando falar em CPI da compra da Varig por dois motivos: não irão colocar a cúpula do governo como vítima nem colocar, mais uma vez, o Congresso no centro de uma crise originada no Palácio do Planalto. Os cardeais do PSDB e do DEM querem, primeiramente, ouvir os http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/06/09/ex_diretores_da_anac_depoem_no_senado_1347935.htmldepoimentos, na quarta-feira, da ex-diretora da Anac Denise Abreu e outros personagens convidados pela Comissão de Infra-Estrutura da Casa.

Rodrigo Ledo e Severino Motta, do Último Segundo |

Na opinião do presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), a cautela em pedir uma nova CPI para apurar denúncias de que o governo interferiu na venda da Varig não é exatamente uma estratégia para poupar a oposição como denuncista, como disseram os membros governistas da recém-concluída CPI dos Cartões Corporativos.

Não é nem para resguardar a oposição, é para evitar o desgaste institucional [do Senado], como se viu na CPI dos cartões. Isso é muito ruim para todos nós, temos que entrar numa CPI seguros, alegou Guerra.

Apesar de classificar as denúncias como um caso extremamente complicado, ponderou que é preciso aguardar os depoimentos agendados no Senado, porque há o risco de repetir o problema ocorrido na CPI dos Cartões, quando havia o que ser apurado, mas a falta de um foco e de um plano de trabalho bem definidos acabaram enterrando a comissão.

Tem que ter transparência, prudência e capacidade de chegar a uma conclusão, não vamos embarcar em CPI se não tiver objeto definido para fiscalizar e um plano de investigação para ser seguido, reforçou o presidente do PSDB.

O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), apresentou a mesma opinião, e lembrou que ataques antecipados à ministra-chefe da casa Civil, Dilma Rousseff, e outras autoridades podem colocá-las no papel de vítima. Agripino destacou, porém, que se os ex-diretores da Anac e outros convidados evitarem comparecer ao Senado, a única saída será a CPI ¿ porque tem poderes policiais e judiciais, como convocações, ordens de prisão e quebras de sigilos fiscal, telefônico e bancário.

Acredito que eles venham para falar, pois este é um caso grave que merece esclarecimentos. Mas caso eles recusem os convites, a única saída será se criar uma CPI, mesmo com a proximidade do período eleitoral, disse.

Base aliada

Os líderes governistas descartam, neste momento, uma CPI da venda da Varig. Para o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), por exemplo, há outras instâncias de apuração onde o caso pode ser esclarecido.

Não podemos parar a agenda do Congresso Nacional por causa de CPIs, temos que votar temas importantes como a reforma tributária, argumentou Raupp. Ele se referiu à CPI dos Cartões Corporativos dizendo que a comissão até produziu alguns resultados, mas os mesmos poderiam ter sido alcançados por órgãos como Tribunal de  Contas da União (TCU), Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público (MP).

Se as pessoas estão sendo ouvidas pela Comissão de Infra-Estrutura, não há necessidade de CPI, disse o peemedebista.

A líder do PT no Senado, senadora Ideli Salvatti (SC), disse que se a oposição insistir em bater na ministra Dilma Rousseff pode sofrer mais desgastes. Na questão do dossiê [dos cartões corporativos], eles insistiram tanto que a ministra veio e a performance dela foi ruim pra própria oposição. Vamos ver se eles vão continuar com a tática de bater para crescer, ironizou a petista.

A líder rechaçou as suspeitas de envolvimento da ministra Dilma numa suposta venda irregular da Varig. Segundo Ideli Salvatti, a ministra, assim como todo o governo, acompanhou o caso porque estava preocupada com a falência da Varig e com a possibilidade de centenas de pessoas ficarem desempregadas.

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