Oposição recua em estratégia de convocar ministros e ex-chefe da Receita

BRASÍLIA- A oposição adiou os planos para chamar os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, para discutir os motivos que levaram à demissão da cúpula da Receita Federal. A base governista foi mobilizada, nesta quarta-feira, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, para impedir a aprovação de requerimentos.

Sarah Barros, repórter em Brasília |

Agência Brasil

Ex-secretária da Receita, Lina Vieira

Diante da primeira derrota, com a rejeição de convite à ex-chefe de gabinete da ex-secretária Lina Vieira, a Iraneth Dias Weiler, os convites aos ministros, à Lina, ao atual secretário, Octacílio Cartaxo, à secretária de Dilma, Erenice Guerra, e a assessores demitidos ficaram para outra reunião. Não temos voto para aprovar, então, fica para outro dia, garantiu o presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O governo tentou evitar o adiamento da votação e chegou a propor à oposição que os requerimentos fossem retirados permanentemente da pauta diante da impossibilidade de aprovação, caso fossem levados a voto. Porém, segundo Maia, os temas foram retirados da pauta, mas devem voltar a debate com o apoio do Democratas.

Petrobras

A oposição obteve acordo com o a base governista para aprovar requerimento do PMDB que convida o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, para explicar indícios de superfaturamento em verba indenizatória de obras no Rio de Janeiro. Também foram convidados diretores da estatal, representantes do consórcio responsável pela obra e representantes do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Corregedoria Geral da União (CGU). Ao votar favoravelmente, os governistas destacaram que Gabrielli não é obrigado a comparecer.

Receita Federal

Em julho, a então secretária do órgão, Lina Vieira, foi demitida, dando lugar a Octacílio Cartaxo. Nesta semana, Cartaxo iniciou a mudança de assessores, garantindo que a decisão não foi tomada sob pressão política. As alterações provocaram, entretanto, o pedido de demissão de vários servidores do órgão.

O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), que comandou a ação governista na comissão, afirmou que não há busca de esclarecimento por parte da oposição, mas sim a intenção de antecipar a disputa em torno das eleições de 2010. A oposição acha que com este mecanismo irá desgastar a candidata possível para 2010, afirmou se referindo à ministra Dilma Rousseff.

Dilma e Lina têm protagonizado embate pela comprovação de encontro em que a ex-secretária da Receita teria recebido orientação da ministra para agilizar investigação relacionada à empresa de filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AM). Dilma nega o encontro.

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