Oposição quer participar de sindicância sobre dossiê, mas governo nega

BRASÍLIA - O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que seu partido vai solicitar que um membro da sigla acompanhe a sindicância da Casa Civil que tenta identificar o responsável pelo vazamento de dados sigilosos ¿ que viabilizaram a criação de um dossiê - sobre gastos do ex-presidente FHC e de sua esposa, Ruth Cardoso, com despesas de contas de pagamento (tipo B).

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

"A minha convicção é de que houve dossiê e que esses documentos são públicos. Eu entendi que o ministro [José] Múcio [Relações Institucionais] disse que houve, sim, que houve o dossiê. E alguém vazou criminosamente. E disse que não era alguém do governo", disse.

De acordo com o líder, seu partido, como o principal atingido pelo dossiê tem o direito de participar das investigações. 

Apesar da intenção, membros da base governista já negam qualquer possibilidade do pedido se realizar. O deputado Carlos William (PTC-MG), disse que fazer tal pedido é "jogar para a platéia". Ele alega não ser possível que um parlamentar participe de um sindicância interna da Casa Civil. 

Ainda em relação ao dossiê, os governistas que participam da CPMI fizeram questão de frisar a posição da Casa Civil, alegando que existe somente um banco de dados sobre os gastos dos cartões e que um vazamento criminoso foi o responsável pela criação do dossiê.

O deputado Silvio Costa (PMN-PE) fez criticas à oposição, em especial ao líder do PSDB, Arthur Virgílio, alegando que desde 2005 o tucano tem em seu poder documento da Casa Civil afirmando que a confecção de um banco de dados sobre os cartões estava em andamento. "Faltou humildade para ele reconhecer isso", disse.

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