Oposição quer levar pedido de cassação de Sarney para o plenário

BRASÍLIA - Opositores do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), querem levar ao plenário da Casa, onde a correlação de forças é mais equilibrada, as denúncias e representações contra o peemedebista que tramitam no Conselho de Ética. De acordo com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), o Conselho de Ética é ¿uma fraude¿.

Severino Motta, repórter em Brasília |

Agência Brasil
O presidente do Senado, José Sarney
O Conselho de Ética tem que ser de ética. Dividir por votos e partidos faz dele uma fraude. Por isso vamos recorrer ao plenário, onde o quórum e o placar são diferentes, disse.

A oposição tomou tal decisão devido aos sinais dados pelo presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), que deve arquivar através das prerrogativas presidenciais a maior parte dos 11 pedidos de investigação que existem contra Sarney.

Caso tal ação seja concretizada, a oposição vai recorrer ao plenário do Conselho, que conta com 15 membros. Em tese, dez estão do lado de Sarney. Com a eminente derrota, os opositores vão impetrar recursos para que as denúncias e representações sejam votadas em plenário, onde, apesar da maioria governista, a oposição já obteve vitórias.

"Round Final"

Um dos aliados de Sarney, senador Gilvam Borges (PMDB-AP), rejeitou a possibilidade das denúncias e representações contra ele irem ao plenário da Casa. De acordo com Borges, o plenário deve funcionar para a apreciação de matérias e a briga política entre o presidente e seus adversários deve se encerrar no Conselho de Ética.

Chegamos à beira do precipício. O Senado sangra. Chegamos ao momento do confronto e do embate final [no Conselho de Ética]. É o round final, disse.

Gilvam ainda alegou que o presidente Duque não vai arquivar sumariamente os pedidos de investigação contra Sarney. Ele acredita que a maioria das peças é frágil e deve ser arquivada, mas que há a possibilidade de algum dos pedidos gerar a abertura de processo de quebra de decoro. E a briga, disse mais uma vez, deve ser travada no Conselho.


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