Oposição quer explicações de Dilma na Procuradoria Geral da República

BRASÍLIA - O DEM e PSDB vão entrar com uma representação na Procuradoria Geral da República contra a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O objetivo é pedir explicações sobre o suposto dossiê produzido na Casa Civil contra Fernando Henrique Cardoso a partir de dados sobre gastos de cartões e contas ¿tipo B¿ na gestão FHC.

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

Anteriormente, a oposição já havia cogitado uma investigação da Polícia Federal no caso, mas o ministro da Justiça, Tarso Genro, descartou qualquer iniciativa nesse sentido por considerar uma questão de embate político.

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) defendeu na CPMI dos Cartões Corporativos, que Dilma seja convocada para depor em comissões permanentes do Senado sobre a denúncia da existência de um dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Muitas explicações têm que ser dadas pela ministra Dilma", argumentou.

Virgílio também levantou a possibilidade de que requerimentos examinados pela CPMI e rejeitados sob o argumento de quebra de sigilo serem colocados em votação no Plenário do Senado. O senador anunciou que o PSDB solicitará a participação de um parlamentar tucano em investigação feita pela Presidência da República sobre o vazamento do suposto dossiê.

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), deu o tom que os tucanos pretendem adotar na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões Corporativos: "O que sustenta a CPI é a necessidade de esclarecimentos e tudo precisa ser feito com naturalidade e bom senso. Não vamos apoiar quem deseja esconder os fatos e ninguém quer a condenação da ministra Dilma Rousseff", disse.

A atuação mais objetiva e sem estardalhaço do PSDB foi decidida pela cúpula partidária durante reunião de avaliação, hoje, no Congresso, com participação dos integrantes da Executiva Nacional. Embora o foco do partido seja o esclarecimento, Guerra disse que os tucanos estarão em alerta para adotar medidas alternativas.

Uma dessas alternativas pode ser uma CPI exclusivamente no Senado - onde a maioria governista é apertada - para impedir que as denúncias de irregularidades no uso do cartão corporativo deixem de ser apuradas. A CPI em andamento é mista, integrada por deputados e senadores.

(com informações da Agência Estado)

Leia também:

Leia mais sobre: cartões corporativos

    Leia tudo sobre: dilma

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG