Oposição pode entrar com nova representação contra Lula

Depois de obter duas vitórias no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma semana, a oposição estuda a possibilidade entrar com mais uma representação na Justiça Eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por campanha eleitoral antecipada em favor da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto. A hipótese de ingressar com outra representação contra Lula está sendo analisada pelo advogado do DEM, Fabrício Medeiros, a pedido do presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ).

Valor Online |

Segundo a assessoria de imprensa do partido, a expectativa é de que até o final da tarde desta sexta haja uma posição final em relação ao tema.


Se levar o pedido da ação adiante, a oposição questionará a postura do presidente, na quinta, durante a inauguração e entrega de 106 unidades habitacionais do PAC, em Osasco (SP). Na ocasião, Lula disse que estava impedido de falar o nome de Dilma. Ele, no entanto, ironizou a multa de R$ 5 mil aplicada pelo TSE na semana passada que o acusa de antecipar a campanha em favor de Dilma durante evento no Rio.

"Estamos fazendo um processo de reparação e tenho certeza de que isso vai continuar. Não posso dizer pra vocês nomes. Já fui multado em R$ 5 mil pela Justiça Federal. Eles disseram que eu falei o nome de uma pessoa. Então, para mim, não tem nome aqui", declarou.

Após a manifestação de Lula, a plateia presente gritou em coro o nome da ministra. "Se eu for multado, vou trazer a conta para vocês" , brincou em seguida o presidente. Nesta sexta, em viagem à Bahia, Lula negou que esteja fazendo campanha para Dilma e acrescentou que as acusações são "barulho da oposição".

Na quinta, por quatro votos a três, os ministros do TSE acolheram representação proposta pelos partidos de oposição e aplicaram uma multa de R$ 10 mil ao presidente.

A ação acusa Lula de ter feito comício em prol da "candidata de fato" do PT durante a inauguração do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo (Sindpd/SP), em 22 de janeiro deste ano.

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