Oposição no DF critica permanência de Paulo Octávio

A oposição criticou a decisão do governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), de ficar no cargo mesmo sem apoio político. O deputado distrital Paulo Tadeu, líder do PT, propõe que, em resposta, a Câmara Legislativa dê celeridade aos processos de impeachment de Paulo Octávio.

Agência Estado |

Havia a expectativa de que a renúncia fosse anunciada hoje e Paulo Octávio chegou a admitir, em discurso feito nesta tarde, que a carta de renúncia do mandato já está pronta. O governador em exercício disse, no entanto, que não pode renunciar à "obrigação de servir Brasília e o seu povo".

"Ele (Paulo Octávio) só criou mais instabilidade e insegurança ao DF. Temos que dar uma resposta a ele. Acelerar os processos de impeachment dele", disse Tadeu.

"Ele não tem condições de governar, não consegue nem decidir se fica ou não no cargo. Defendo que a Câmara dê prosseguimento ainda hoje aos processos de impeachment dele, já que temos um parecer favorável da Procuradoria", completou Érika Kokay, do PT.

Parecer da Procuradoria da Câmara Legislativa entregue hoje à Mesa Diretora é favorável a três pedidos de impeachment do governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio. Os pedidos aprovados pela Procuradoria foram apresentados por representantes locais da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF), Partido dos Trabalhadores (PT-DF), e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF).

No início desta tarde de hoje, o PCdoB-DF também apresentou pediu à Câmara Legislativa o impeachment do governador em exercício. O documento, porém, ainda não foi analisado pela Procuradoria.

Paulo Octávio, assim como secretários de Estado e deputados distritais, é citado em inquérito da Operação Caixa de Pandora como beneficiário de um esquema de corrupção que seria comandado pelo governador licenciado José Roberto Arruda. Arruda está preso na superintendência da Polícia Federal desde quinta-feira passada.

O presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), próximo na linha sucessória do governo do Distrito Federal, passou as últimas horas aguardando o pronunciamento de Paulo Octávio, mas, ao sair do gabinete, disse não ter ficado surpreso com a decisão do governador interino em ficar no cargo. "Olha minha cara de quem está frustrado", desdenhou.

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