Oposição manobra e cria CPI da Petrobras

BRASÍLIA - O senador Marconi Perillo (PSDB-GO), vice-presidente da Casa, abriu a sessão do Senado nesta sexta-feira e quebrou a praxe de que somente o presidente de fato, neste caso José Sarney (PMDB-AP), autoriza as leituras de requerimentos de CPI.

Severino Motta, repórter em Brasília |


Numa atitude considerada estranha por integrantes do governo, Perillo autorizou a leitura do documento e criou a CPI da Petrobras, quebrando também acordo de líderes feito na manhã de quinta-feira.

Com a leitura do requerimento feita, somente com a retirada de seis assinaturas do pedido, até a meia noite desta sexta-feira, vai ser possível que a base governista impeça a instalação da Comissão para investigar a estatal. A ação, contudo, é considerada muito difícil pela base governista, uma vez que a grande maioria das assinaturas é de senadores que se opõem ao governo.

A leitura do requerimento se transformou numa guerra, na quinta-feira, no plenário do Senado. Ontem, após a sessão ser presidida por Mão Santa (PMDB-PI) e por Heráclito Fortes (DEM-PI), que se recusaram a ler o requerimento, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), encerrou a sessão.

A ação causou revolta na bancada tucana, chegando ao ponto do líder do partido, Arthur Virgílio (AM), invadir a Mesa Diretora, sentar na cadeira da presidência e tentar reabrir a sessão para que desse tempo do senador Marconi chegar de Goiás e criar a CPI.

Nesta manhã, com Marconi na presidência, além da CPI da Petrobras, foram lidos os demais requerimentos de CPI que se encontravam na Mesa. Uma delas proposta por Cristovam Buarque (PDT-DF), uma para investigar a Amazônia e suas fronteiras.

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