Oposição fará investigação paralela na CPI, diz tucano

BRASÍLIA (Reuters) - A oposição pretende encaminhar as denúncias ignoradas pela relatoria da CPI da Petrobras à Procuradoria-Geral da República e preparar um relatório paralelo ao final das investigações, afirmou na quarta-feira o senador Alvaro Dias (PSDB-PR). Integrante titular e autor do requerimento de abertura da CPI, o parlamentar argumentou que a estratégia tem como finalidade criar condições para que a CPI viva e não seja sepultada pelo rolo compressor (do governo).

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A base aliada descartou a possibilidade de ceder à oposição a presidência ou a relatoria da comissão, os dois cargos de comando do colegiado.

"O objetivo de uma CPI é criar consequências jurídicas. Não basta denunciar", argumentou Dias a jornalistas.

"O partido, como instituição, representaria, dando ao Ministério Público condições para instaurar os procedimentos e iniciar uma investigação judiciária que possibilitaria a responsabilização civil e criminal dos eventualmente envolvidos em ilícitos praticados", acrescentou.

Com apenas três representantes, a oposição é minoria na CPI em que os governistas ocupam oito cadeiras. A comissão será instalada na terça-feira.

A CPI investigará supostas irregularidades contábeis e em licitações praticadas pela Petrobras. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também é alvo do PSDB e do DEM.

(Reportagem de Fernando Exman)

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