Em entrevista após participar de almoço com o novo presidente do Chile, Sebastián Piñera, o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, atacou a oposição, dizendo que ela não representa a continuidade do governo Lula. Para Marco Aurélio, a oposição está sem discurso, pois durante sete anos e quatro meses foi anti-Lula e agora deveria assumir essa postura.

"Querer convencer a sociedade brasileira agora de que ela é pós-Lula e que o Lula é ótimo e que eles querem ser melhores que o Lula, vai ser muito difícil."

Questionado se, nesta visita de Piñera ao Brasil, o presidente chileno poderia ensinar ao candidato da oposição o caminho das pedras para vencer as eleições, como ele fez no Chile, Marco Aurélio respondeu: "Não tem caminho das pedras aí. O caminho aí é mais para se afundar do que para ir para as pedras. E se a oposição procurar esse caminho, ela não vai se dar bem."

Marco Aurélio participou pela manhã da conversa que Piñera teve com a pré-candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff. Ao comentar sobre o encontro, Marco Aurélio afirmou que foi uma "conversa descontraída e divertida". "O presidente Piñera está vindo de uma eleição recente e a presidenta Dilma está aspirando este posto", disse.

Ele acrescentou que a ex-ministra Dilma perguntou sobre a situação do Chile, sobre o que tinha acontecido com os programas de reconstrução depois do terremoto - e que Piñera também pediu informações sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e programas sociais e econômicos do Brasil. Os dois ainda conversaram, segundo Garcia, sobre a necessidade de dar continuidade aos programas de cooperação entre Brasil e Chile.

Reconstrução

Marco Aurélio contou ainda que, no encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os dois presidentes também conversaram sobre a forma como o Brasil pode cooperar para a reconstrução do Chile, que passou recentemente por um terremoto.

"Há um cálculo que este programa será da ordem de US$ 30 bilhões. O presidente Piñera gostaria muito que as empresas brasileiras participassem disso. O presidente Lula disse que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) estaria disposto a contribuir para o financiamento destas empresas, no macro, com o programa de exportação de serviços", disse. Segundo ele, Piñera manifestou ainda sua solidariedade sobre o que aconteceu no Rio de Janeiro e disse que ficou "chocado" com o que houve, e ofereceu ajuda naquilo que eles pudessem contribuir.

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