Oposição entra com mais seis recursos contra decisões a favor de Sarney

BRASÍLIA - A oposição entrou, nesta terça-feira, com mais seis recursos no Conselho de Ética pedindo o desarquivamento das representações apresentadas contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

Agora já são dez os recursos impetrados contra as ações arquivadas pelo presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ) na última sexta-feira. Ele arquivou todos os 11 pedidos de investigação contra o presidente da Casa.

A última ação a que a oposição deve recorrer é do PSol, que acusa Sarney de esconder da Justiça um imóvel no valor de R$ 4 milhões e de ter conta no exterior.

Na segunda-feira, a oposição recorreu contra o arquivamento de três denúncias feitas pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), contra Sarney. Ainda nesta segunda, os oposicionistas recorreram do arquivamento de uma representação feita pelo PSol, pedindo a investigação do presidente Sarney. Entretanto, o partido desistiu de pedir o desarquivamento da representação contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).

"É confusão demais, vamos concentrar no presidente do Senado para ver se algo acontece. Então o momento é focar no Sarney, que foi quem nomeou o ex-diretor-geral Agaciel Maia há 14 anos e começou com os atos secretos, disse o senador José Nery (PSol-PA).

Paulo Duque arquivou seis denúncias contra Sarney e quatro representações alegando que os pedidos de investigação foram feitos somente com base em recortes de jornais, sem a apresentação de nenhum elemento comprobatório.

Representações

Mais cedo, os recursos apresentados são relativos a três representações do PSDB: uma delas diz que Sarney nomeou parentes via atos secretos; outra indica que Sarney favoreceu a empresa do neto de crédito consignado a atuar com servidores; e a última acusa Sarney de desvio de dinheiro público por meio de patrocínio cultural à Fundação Sarney.

Uma representação assinada por Arthur Virgílio (PSDB- AM) e Cristovam Buarque (PDT- DF) aponta Sarney de ter sido beneficiado com informações da Polícia Federal sobre o inquérito do filho dele, Fernando Sarney; outro documento, assinado por Arthur Virgílio (PSDB- AM) e Cristovam Buarque (DF), acusa Sarney de vender terras não registradas no nome dele e não pagar imposto por isso.

A última representação é assinada por Arthur Virgílio (PSDB- AM) e acusa Sarney de contratar o neto da namorada, Henrique Dias Bernardes, por meio de atos secretos.



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