BRASÍLIA (Reuters) - PSDB e PPS se juntaram ao DEM na decisão de obstruir as votações da Câmara em protesto contra o regime de urgência dado pelo Executivo aos quatro projetos de lei que instituem o novo marco regulatório do pré-sal. A obstrução vai até o governo abrir mão da urgência, disse a jornalistas o líder do PSDB, José Aníbal (SP).

Segundo o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), a bancada não acha que a proposta seja urgente, sobretudo após ter sido debatida por mais de um ano dentro do governo.

"É um desrespeito do Executivo contra o Congresso Nacional", disse.

Mais cedo, após participar de um evento em Vitória, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a necessidade de pressa na aprovação, ainda que tenha procurado contemporizar com o Congresso.

"A urgência pode facilitar... eu acho é que os deputados têm que ter consciência de que eles é que vão ter que dizer qual é o tempo que eles querem para fazer a discussão", disse Lula a jornalistas.

"Eu acho que quanto mais tempo nós demorarmos, mais tempo a gente vai ficar sem tirar proveito da riqueza que nós encontramos... nós precisamos o quanto antes aprovar, para que o mundo inteiro saiba quais são as regras e, a partir daí, a gente começar a fazer as negociações."

O líder do PT na Câmara, Cândido Vacarezza (SP), disse que, apesar do protesto da oposição, a base governista na Casa está empenhada em votar a matéria dentro do prazo regimental de 45 dias.

(Reportagem de Natuza Nery)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.