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Oposição critica Lula por comparar aliança com partidos a Judas

BRASÍLIA - A oposição criticou nesta quinta-feira a declaração do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a necessidade de fazer alianças para garantir a governabilidade. Lula disse, em entrevista ao jornal ¿Folha de S. Paulo¿, que até http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/10/22/no+brasil+jesus+teria+que+se+aliar+a+judas+diz+lula+em+entrevista+8913900.html target=_topJesus teria que fazer aliança com Judas para montar governo.

Sarah Barros, repórter em Brasília |


Isso quer dizer que o presidente confessa que, para poder governar, tem que se unir a bandidos neste Brasil, atacou o senador Mario Couto (PSDB-PA), da tribuna do plenário do Senado.

Agência Senado
Mário Couto discursa na sessão desta quinta-feira
Mário Couto discursa na sessão
desta quinta-feira

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) também se manifestou sobre a afirmação.  Em seu microblog, ele questiona a reação de partidos da coalizão como o PP, PR, PTB e PMDB, sobre a comparação com Judas. Além de parte da base do governo, estes partidos têm manifestado apoio também a candidata do governo à sucessão, ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Sobre o empenho do presidente Lula em levar a campanha de Dilma em frente, o líder do DEM no Senado, senador José Agripino (RN), considerou legítima a busca por alianças para viabilizar a candidatura de Dilma, mas criticou a intenção do presidente de continuar viajando pelo País em companhia da ministra.

Para a oposição, a ação faz parte de estratégia eleitoral. Se isso ainda vai existir, a oposição vai à Justiça para forçar o presidente a cumprir a legislação vigente, declarou, ressaltando que os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Brito, condenaram estas ações.

Caso Sarney

A oposição também criticou Lula ao defender a permanência do senador José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado como meio de assegurar a segurança institucional, uma vez que o substituto direto, o tucano Marconi Perillo (GO), não daria esta garantia. O presidente se esquece que o próprio regimento da Casa fala que novas eleições devem ser convocadas em 30 dias em caso de renúncia ou cassação, disse Agripino. Ou o presidente assume a defesa de Sarney ou encontra outra desculpa, completou.

Em agosto, processos enviados ao Conselho de Ética da Casa contra Sarney foram arquivados depois de articulação da base para evitar investigações sobre irregularidades como contratação de parentes e assinatura de atos secretos por parte da Mesa Diretora.

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