Líderes de partidos de oposição afirmaram hoje que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mostrou que é ineficiente ao não conseguir executar a maior parte das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para a oposição, o programa é eleitoreiro, além de ser apenas uma junção de vários projetos que estavam em andamento no âmbito dos Estados e municípios.

"A Dilma é a verdadeira madrasta do PAC", ironizou o líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC). Ele argumentou que o "grosso" do programa são investimentos feitos pela iniciativa privada e pela Petrobras. Bornhausen lembrou ainda que obras como a duplicação da BR 101 Sul não foram concluídas até agora e só deverão ser terminadas em 2014.

Na avaliação do líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA), o PAC é um programa eleitoreiro elaborado pelo governo com o intuito de promover a candidatura da ministra Dilma à presidência da República. "O governo federal pegou uma série de ações dos três entes federativos e pôs em um pacote e colocou o nome de PAC", disse. Segundo o tucano, os investimentos no PAC não estão sendo executados e a maioria das grandes obras está com o cronograma atrasado. "Os melhores resultados do PAC são aqueles em que a gestão é dos governadores de Estado. O que está sob gestão direta da Casa Civil é de uma ineficiência muito grande", afirmou Almeida.

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), também garante que a maioria dos investimentos do programa não saiu do papel. "É um legado terrível. A eficiência na execução do PAC é medida pelos valores pagos", observou o senador. Para o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), o resultado do PAC é muito ruim. "Mas é natural que a mãe defenda o filho e minimize os defeitos do garoto. Ou seja: como a ministra Dilma é a mãe do PAC não se espera que ela fale a verdade sobre o programa", disse Jungmann.

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