Oposição busca assinaturas para reabrir contas de Richa

Lideranças de oposição ao prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), reuniram-se ontem e decidiram levar para as ruas as denúncias que apontam para o uso de caixa 2 nas eleições municipais do ano passado. O objetivo da oposição é coletar assinaturas pedindo a reabertura da análise das contas de campanha do prefeito.

Agência Estado |

Em um vídeo, candidatos a vereadores do PRTB, que se coligara ao PTB para trabalhar por Richa, supostamente recebem dinheiro para fechar a aliança.

“Até sexta-feira vamos para a rua”, anunciou o presidente do diretório municipal do PMDB, Doático Santos. Segundo ele, desde que as denúncias foram apresentadas, o partido está em “reunião permanente”. O abaixo-assinado também poderá ser usado para forçar os vereadores a instaurarem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O bloco de oposição tem apenas cinco vereadores e precisa de pelo menos 13 assinaturas para garantir a investigação. Outros quatro se declaram independentes, mas ontem o PSC anunciou que seu representante vai apoiar a CPI. Os outros 29 estão na base de apoio do prefeito.

Além do Ministério Público Federal (MPF), também o Ministério Público do Estado anunciou ontem a abertura de investigação. Segundo o promotor Armando Antonio Sobreiro Neto, do Centro de Apoio das Promotorias de Justiça Eleitorais, os dois órgãos realizarão um trabalho em conjunto. “Queremos saber a origem do dinheiro, se foi utilizado na campanha ou não, e se houve omissão na declaração”, disse. Segundo ele, um primeiro resultado só deve sair em 60 dias.

O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), adversário político de Richa, chegou ontem a pedir cadeia para possíveis infratores. “Eu espero, sem citar nomes, que esse pessoal todo perca o mandato e vá para a cadeia, que é o lugar de quem corrompe o processo político e viola a democracia paranaense e brasileira”, afirmou, durante a reunião semanal com o secretariado.

Na segunda-feira, o coordenador financeiro da campanha do prefeito Beto Richa, Fernando Ghignone, disse que todas as receitas e despesas foram declaradas e contabilizadas. O prefeito demitiu, na semana passada, Alexandre Gardolinski, Manassés de Oliveira e Raul D’Araújo, que aparecem no vídeo supostamente negociando apoio em troca de dinheiro. Eles mantinham cargos de gestor, secretário e superintendente na prefeitura.

O PRTB afirmou ontem que os citados no vídeo estavam desfiliados do partido quando montaram o comitê. A assessoria da prefeitura disse que apenas Ghignone e o procurador jurídico do município, Ivan Bonilha, poderiam comentar o caso, mas eles não foram encontrados pela reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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