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Oposição ataca Sarney na Presidência

A volta de José Sarney (PMDB-AP) à Presidência da República será usada pela oposição para atingir a candidatura de Dilma Rousseff (PT). ¿Ela tem de mostrar os ex-presidentes que lhe dão apoio¿, disse Sérgio Guerra, presidente do PSDB e coordenador da campanha de José Serra. Além de Sarney, Guerra referiu-se ao ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) que também apoia Dilma.

Adriano Ceolin e Andreia Sadi, iG Brasília |


Com mandato entre 1985 e 1990, Sarney entregou o cargo com superinflação e mal avaliado. Collor assumiu em seguida e sequer terminou o mandato ao sofrer impeachment em 1992.

A briga entre PSDB e PT em torno dos ex-presidentes da República começou após as críticas de Dilma ao governo tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), classificados por petistas como herança maldita. A principal estratégia do PT é mostrar que a candidatura de Serra representa a volta de FHC.

Até agora, os tucanos tentavam evitar esse debate. Cogitaram, inclusive, excluir FHC na lista de oradores no lançamento de Serra no sábado. Há dois dias, o PSDB voltou atrás e garantiu a fala do ex-presidente tucano.

Nós nos orgulhamos dos nossos ex-presidentes, comentou Guerra. Além de FHC, Serra conta com o apoio de Itamar Franco (PPS), que assumiu o lugar de Collor em 1992 e governou até o fim de 1994.

Mas Guerra não quis criticar diretamente o presidente do Senado. No ano passado, os tucanos tentaram processar Sarney no Conselho de Ética por conta de irregularidades no Senado.

Contudo, líderes tucanos e do DEM fizeram ironias. Ele vai ficar só alguns dias. Só espero que a inflação não volte, disse o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado. É perfumaria. Não vai dar tempo para fazer nada, disse Demóstenes Torres (DEM-GO).

Rival histórico de Sarney no Maranhão, o deputado federal Domingos Dutra (PT-MA) criticou a decisão de Lula de ceder o lugar para o presidente do Senado. A volta do Sarney ao Planalto será anulação dos nossos 25 anos de luta, disse.  Pode ter certeza que a Dilma vai perder votos, completou.

O deputado paulista Ivan Valente, do PSOL (partido que tentou processar Sarney no Conselho de Ética), também criticou a política de alianças do governo. Isso é cara do vale tudo em que se transformou essa governabilidade do Lula, disse.

Mas para a cúpiula goernista, a influência da volta de Sarney na candidatura de Dilma é nula. O ex-presidente do PT Ricardo Berzoini disse que o partido assume as suas alianças "sem hipocrisias" e que a oposição usa simbologismos para confundir a população. "Eles falam isso porque sabem que o povo rejeita a gestão do Fernando Henrique", insistiu Berzoini.

O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), adversário da governadora Roseana Sarney no Maranhão, disse que a oposição está forçando a barra e desorientada com as críticas sobre a volta de Sarney.

Para ele, não vai dar tempo de desequilibrar a campanha de Dilma por conta do curto período do presidente do Senado na vaga de Lula. "É um fato normal. É o cumprimento da Constituição. Não é o Sarney que volta, é o presidente do Senado".

Terceiro na linha sucessória, o atual presidente do Senado irá assumir o comando do país porque Lula irá viajar para o exterior no domingo. A informação foi antecipada na tarde desta quarta-feira pelo iG.

Respectivos primeiro e segundo substitutos diretos, o vice José Alencar (PRB) e o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), não querem assumir a presidência porque disputarão as eleições em outubro. De acordo com a legislação eleitoral, tornam-se inelegíveis políticos que ocupam cargos seis meses do pleito.

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