Oposição ameaça lançar candidatura própria à presidência do Senado

BRASÍLIA - A corrida pela sucessão da presidência do Senado está dando margem para os partidos de oposição negociarem com os dois candidatos ¿ Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), atual presidente, e Tião Viana (PT-AC), atual vice-presidente - cargos da Mesa Diretora e postos nas comissões mais importantes no parlamento. Para o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), a legenda ainda não descarta nem mesmo lançar candidatura própria.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Dentre os 13 parlamentares tucanos, ambos os candidatos têm trânsito político. Porém, o governador de São Paulo, José Serra, reuniu os senadores do PSDB no final de novembro para debater sobre sua simpatia à condução de Viana à presidência do Senado.

Na época, porém, previa-se que José Sarney, e não Garibaldi, fosse o nome do PMDB. Agora, o cenário é mais incerto, pois Arthur Virgílio não quer entregar o comando da Casa a alguém que sirva aos anseios do presidente Lula, como o candidato do PT. E Garibaldi, apesar de ser da base aliada ao governo, há pouco mais de um mês, devolveu uma medida provisória ao Executivo em protesto ao excesso de MPs enviadas ao Congresso, ato inédito entre um presidente do Legislativo.

Vamos analisar as propostas dos dois candidatos. Vamos ver como as campanhas se desenvolvem. Se não estivermos satisfeitos com o programa deles para o país, para o Parlamento, analisamos a viabilidade de lançar o nosso candidato, afirmou Virgílio a jornalistas, na semana passada.

No caso dos senadores democratas, o cenário é ainda mais incerto. O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), concorrerá com Garibaldi e a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Faria, às duas vagas ao Senado que serão abertas pelo Estado em 2010.

Ajudar a manter Garibaldi frente ao Senado por mais dois anos pode prejudicar Agripino na campanha. Porém, ele afirma que se a disputa continuar como está, sem Sarney entre as possibilidades, seu voto deve ser no conterrâneo, e os demais senadores do partido ficariam livres para votar como quisessem.

A expectativa é que José Sarney se encontre ainda hoje com o presidente Lula. Ele tem sido procurado por líderes do governo e por interlocutores da presidência para ser o candidato de consenso ¿ assim, Tião Viana e Garibaldi desistiriam do cargo e deixariam o caminho livre para uma candidatura única. DEM e PSDB, porém, somam juntos 26 votos e só devem definir apoio próximo ao dia da eleição, marcada para o dia 2 de fevereiro.

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