BRASÍLIA - O DEM e o PSDB protocolaram nesta quarta-feira uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra Dilma Rousseff, acusando-os de realizar campanha antecipada para a Presidência da República no encontro para os novos prefeitos, realizado nos dias 10 e 11 deste mês.

De acordo com o a representação, o evento "patrocinado pelo governo Federal assumiu um viés nitidamente eleitoreiro, principalmente ante as sucessivas citações feitas pelo Presidente da República à Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, tida pelo Chefe do Executivo Federal como a principal candidata para sucedê-lo".

Assinada pelo presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), a representação ainda alega que "o clima eleitoreiro do evento era tão evidente que os participantes dos encontro poderiam até mesmo levar de recordação fotografias digitalmente montadas com as estrelas do evento: o Presidente da República e a sua candidata preferida à sucessão presidencial, a Ministra-Chefe da Casa Civil".

Em face às acusações, o DEM pede que o caso seja enviado para o Ministério Público Eleitoral para que o órgão tome "providências cabíveis". Pede ainda que os dois paguem, como multa, o valor que foi usado para a realização do evento.

Subliminar

Ao tratar do tipo de propaganda feita no evento dos prefeitos, o DEM alega que mecanismos subliminares foram usados. O mesmo, diz a representação, é mais eficaz que a propaganda direta.

"A exposição, diuturna e ostensiva, do nome da pré-candidata Dilma Rousseff ao eleitorado, bem como a sua vinculação à continuidade de programas, obras e ações do governo, caracterizam a chamada propaganda eleitoral subliminar. Aquele tipo de propaganda que gera até mesmo mais efeitos do que a direta, exatamente por propiciar a aceitação inconsciente, por parte dos eleitores, do futuro candidato".

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